MOVIMENTO REVOLUCIONÁRIO PÓ DI TERRA QUESTIONA SILÊNCIO DE FERNANDO DIAS E EXIGE JUSTIÇAS SOBRE DSP
O Movimento
Revolucionário Pó di Terra (MRPT) promoveu um encontro com a comunicação social
para abordar e analisar a situação sociopolítica e económica do país.
Durante a conferência
de imprensa, realizada nesta terça-feira, 17 de março de 2026, o movimento
exigiu ao Governo de Transição uma fiscalização responsável do preço da
campanha de comercialização da castanha de caju. O MRPT defendeu igualmente que
o Estado guineense organize o sector cultural, nomeadamente no que se refere à
marcação de concertos (shows) por parte dos músicos.
O secretário-geral do
MRPT, Vigário Luís Balanta, denunciou que, em algumas zonas do país, o preço
base fixado pelo Governo em 410 francos CFA por quilograma de castanha de caju
não está a ser respeitado pelos comerciantes. Segundo afirmou, esta situação
contribui para que os produtores continuem dependentes e em situação de
pobreza.
No mesmo encontro, o
responsável apelou ao Estado, através do Ministério da Cultura, para organizar
a realização de concertos no país. Defendeu que não deve haver vários
espetáculos no mesmo dia na cidade de Bissau, tendo em conta que a capital
possui uma população limitada e que o público-alvo desses eventos é, em grande
parte, o mesmo.
O secretário-geral do
MRPT denunciou ainda aquilo que considera ser perseguição política por parte da
família de Domingos Simões Pereira, líder do Partido Africano para a
Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC).
“Somos o Movimento
Revolucionário Pó di Terra e nunca podemos compactuar com a perseguição
política”, afirmou.
Luís Balanta exigiu
também ao Estado o restabelecimento do contrato com a empresa de transporte que
anteriormente assegurava a deslocação dos funcionários públicos. Segundo
explicou, a suspensão desse serviço tem provocado atrasos na chegada aos locais
de trabalho e consequentes descontos salariais relacionados com despesas de
transporte.
Vigário Luís Balanta
questionou também o silêncio do candidato às eleições presidenciais de 23 de
novembro de 2025, Fernando Dias da Costa. O responsável advertiu que já passou
muito tempo desde o golpe de Estado de 26 de dezembro de 2025 e pediu que o
candidato esclareça se desistiu ou não dos seus objetivos políticos. Caso
contrário, solicitou que oriente a sua direção para se pronunciar publicamente,
afirmando que o povo merece conhecer a verdade.
De acordo com o
movimento, a iniciativa serviu igualmente para reforçar o compromisso com a
consciência, a coragem e a liberdade.
Notabanca; 17.03.2026






































Notabanca; 27.1.2025


















