PORTUGAL REJEITA ENVOLVIMENTO MILITAR NO ESTREITO DE ORMUZ E RESPONDE A PRESSÃO DE TRUMP
Portugal
não irá participar em qualquer operação militar no Estreito de Ormuz, apesar da
pressão exercida pelos Estados Unidos para um maior envolvimento dos aliados. A
garantia foi dada esta segunda-feira pelo ministro dos Negócios Estrangeiros,
Paulo Rangel, que sublinhou que a posição portuguesa permanece inalterada desde
o início do conflito no Médio Oriente.
O chefe da diplomacia portuguesa afirmou que Portugal defende uma solução assente exclusivamente na via política e diplomática. “Não há qualquer envolvimento neste conflito. Essa é a nossa posição desde o início e mantemos”, frisou.
Paulo
Rangel reconheceu a importância estratégica do Estreito de Ormuz para a
liberdade de navegação e para o comércio internacional, mas afastou claramente
a hipótese de envio de meios militares portugueses para a região. "Tudo o
que contribua para desobstruir o estreito é positivo, mas há muitas formas de
atuar no plano político e diplomático. É nesse plano que Portugal está e
continuará a estar, tal como a União Europeia", afirmou.
O
ministro sublinhou ainda que essa abordagem exclui qualquer ação armada.
"Isso não implica uma deslocação de meios militares para a região.
Portugal não está nem vai estar envolvido neste conflito", reforçou.
Apesar
da defesa da diplomacia, Paulo Rangel deixou críticas severas ao regime
iraniano, que classificou como uma "grave ameaça". Segundo o governante,
os ataques do Irão a países que não estavam diretamente envolvidos no conflito
revelam um comportamento perigoso. "Um Estado que responde desta maneira
contra outros Estados não envolvidos é um Estado muito perigoso. É o Irão que
está a contribuir para a escalada do conflito", declarou.
As
declarações surgem num contexto de crescente tensão internacional, depois de o
Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ter apelado aos aliados para
colaborarem na garantia da segurança e da reabertura do Estreito de Ormuz, uma
das principais rotas mundiais de transporte de petróleo.
Até ao momento, vários
países aliados de Washington, como Alemanha, Reino Unido, Itália, Grécia e
Japão, também já afastaram um envolvimento militar direto, alinhando-se com a posição
portuguesa de privilegiar a diplomacia e a contenção.
Notabanca; 16.03.2026

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