Em reação ao ocorrido, o porta-voz da bancada parlamentar do PAIGC, Hélder de Barros defendeu que no parlamento pode haver divergências de ideias, mas que isso não pode resultar em insultos e agressões.
Barros pediu respeito entre os deputados como representantes do Povo.
Questionado sobre a reação do Conselho de Segurança da
ONU sobre a crise na Guiné-Bissau, respondeu que o que pode tirar o país na
situação que se encontra é quando todos se enverederam pela legalidade.
O líder da bancada do MADEM-G15, Abdu Mané afirmou que
o PAIGC está desesperado por ter perdido a maioria e quer inviabilizar a sessão
parlamentar.
“Esse ato demonstra o desespero do PAIGC porque perdeu
a maioria. E foi esta ação que queriam fazer desde a segunda-feira, mas não
conseguiram e vamos compreender. Não esperávamos que iam chegar à esse ponto”,
disse.
Acrescentou que
a sua bancada decidiu reagir à Declaração Política da bancada do PAIGC à
luz do Regimento da ANP e da Constituição, justificando que para eles, as
instituições republicanas do país devem funcionar de forma regular e normal.
Por sua vez, o líder da bancada do Partido da
Renovação Social (PRS), acusou o PAIGC de não querer que os órgãos da soberania
funcionassem, acrescentando que os guineenses só querem a paz e estabilidade.
Marciano Indi, líder da bancada da Assembleia do Povo
Unido Partido Democrático da
Guiné-Bissau (APU-PDGB), explicou que o Regimento da ANP dá direito à cada
bancada de fazer a Declaração Política, chamando atenção que isso deve ser de
uma forma responsável, sem ferir a sensibilidade e honra de outra bancada.
Criticou o tom usado na Declaração Política do
MADEM-G15, justificando que a forma como reagiram dá para entender que tem algo
por detrás.
“Essa força demostra que tem alguma confiança, e se
houver reação podem fazer o que bem
entenderem”, disse.
Indi pediu aos deputados a lembrar de que chegaram ao
parlamento porque existe a democracia e um Estado de direito.
“A força não pode prevalecer sobretudo quando se fala
de deputados. Espero que mudem as suas condutas porque não vão ajudar o normal
funcionamento da ANP”, referiu.
Notabanca; 02.07.2020
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