FERNANDO
DIAS E NUNO NABIAN NA MESMA MESA E CARA A CARA COM SISSOCO EMBALÓ E AGORA?
Tik tak tik tak. Na ocasião forma abordadas questões como a abertura da Assembleia Nacional Popular, a situação da Comissão Nacional de Eleições e a realização de eleições legislativas antecipadas, entre outros.
Nuno Nabiam, porta-voz da aliança política Kumba Lanta, enfatizou a cordialidade do encontro com o chefe de Estado, apesar das divergências de opinião.
Nabian diz que saíram satisfeitos com o encontro com Sissoco Embaló.
Na verdade, alguma coisa ficou por esclarecer e comunicar ao povo.
O Partido da Renovação Social (PRS) e a Assembleia do Povo Unido – Partido Democrático da Guiné-Bissau (APU-PDGB), do antigo Primeiro-ministro, Nuno Gomes Nabian, exigem do Presidente da República a reabertura do Parlamento, a reconfiguração do Supremo Tribunal de Justiça e da Comissão Nacional de Eleições e fim do que chamam “cerceamento dos direitos civis e políticos dos cidadãos, perseguições de opositores políticos, raptos e agressões”.
Aquelas
formações políticso defendem também a realização das eleições presidenciais
neste ano e não em 2025, como defende Umaro Sissoco Embaló
Num encontro realizado no domingo, 10, com o Presidente da República, a convite
deste, o PRS e a APU-PDGB entregaram a Sissoco Embaló um documento, a que a Voz
da América teve acesso, no qual as duas formações políticas, que eram, até
aqui, aliados de Umaro Sissoco Embaló, recordam que a ANP foi
“inconstitucionalmente dissolvida por duas vezes nos últimos dois anos e que os
Governos são formados em total desrespeito pela vontade popular” e reformaram
ainda que todas as instituições do Estado estão enfraquecidas ou subjugadas
pela vontade do Presidente.
No campo judicial, PRS e a APU-PDGB afirmam que o "Supremo Tribunal de Justiça está sequestrado e ao serviço único e exclusivo do Presidente da República, enquanto que o Ministério Público transformou-se numa agência de perseguição dos adversários políticos do Presidente da República”.
Por isso, exigem a “reconfiguração” da instância máxima da justiça guineense, assim como a “recomposição da CNE”.
O ativista social,Sumaila Djaló considera que esse posicionamento é revelador que "começam a ter noção do perigo que Umaro Sissoco Embaló representa para as instituições democráticas e para a democracia da Guiné-Bissau.
"Ele não olha para os seus adversários políticos ou para os seus aliados, porque as pretensões do Sissoco são as ter todas as instituições políticas sob as suas ordens e quando isso não acontece, ele usa da força e de outros mecanismos para submeter essas organizações [instituições] aos seus caprichos totalitários", sublinha Djaló.
Esta mensagem do PRS e da APU-PDGB, segundo Djaló, deve servir para todos os outros partidos políticos guineenses, no sentido em que não se pode defender a legalidade apenas quando é favorável.
"A
defesa da legalidade democrática e da normalidade constitucional tem de ser um
exercício constante. Agora, se alinharmos em modos de governação que vão contra
estes princípios, mais cedo ou mais tarde pagamos por isso, como o PRS e
APU-PDGB que já estão a pagar e os outros partidos, como o próprio
MADEM-G15", conclui Djaló.
Por sua vez, o jornalista da rádio pública Bacar Camará não vê outra saída para
o Presidente da República, se não se linhar-se com os princípios democráticos.
"Caso
contrário, o Presidente da República terá dificuldades em encontrar uma saída
mais consentânea para os problemas que hoje o país enfrenta e isso vai ter
reflexos económicos e vai mexer com a vida em geral dos guineenses, é preciso
também que o Presidente da República tenha em conta a perda dos seus
aliados", aponta Camará.
Na carta, o PRS e a APU-PDGB destacam também que “têm-se registado o
cerceamento dos direitos civis e políticos dos cidadãos, perseguições de
opositores políticos, raptos e a agressões contra todas as vozes que se opõem
ao regime instalado, bem como discursos inflamatórios, de ódio, de divisão e de
ameaças que põem em risco a unidade nacional”.
Na sua página no Facebook, a Presidência da República limitou-se a informar que Sissoco Embaló recebeu aqueles partidos e de "foram abordadas questões como a abertura da Assembleia Nacional Popular, a situação da Comissão Nacional de Eleições e a realização de eleições legislativas antecipadas, entre outros".
Ainda segundo a nota, Nuno Nabiam, porta-voz da aliança política Kumba Lanta, "enfatizou a cordialidade do encontro com o chefe de Estado, apesar das divergências de opinião".
Notabanca, 12.03.2024
Notabanca, 11.03.2024





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