O actor guineense Bruno Candé Marques foi assassinado numa
avenida de Moscavide, Concelho de Loures, distrito de Lisboa,
portugal na tarde de sábado, (25). A família do actor de 39 anos diz que o autor dos quatro disparos à queima-roupa já tinha feito ameaças de morte e proferido "vários insultos racistas" contra Bruno Candé e familiares.
Em comunicado, a família considera que "fica evidente o carácter premeditado e racista deste crime" e exige que "a justiça seja feita de forma célere e rigorosa".
Em declarações ao jornal Público, a actriz
da companhia Casa Conveniente, Marta Félix, revelou que terá havido “uma discussão na quarta-feira, depois de um
homem ter tropeçado na cadela do Bruno, da qual era inseparável e que foi
importante na sua recuperação” após Candé ter sofrido um
acidente.
O actor português, que nasceu na
Guiné-Bissau, era membro da companhia de teatro Casa Conveniente, fez parte do
elenco de telenovelas e, actualmente, preparava um livro e uma peça de
teatro.
Ao Público, a encenadora e actriz
Mónica Calle, que lidera a companhia, disse que “Era impossível não gostar dele. Em qualquer
circunstância, em qualquer contexto, era uma pessoa impossível de não ser
amada. Era alguém com uma alegria e generosidade como raramente conheci na
vida. Tinha uma força e inteligência emocional incríveis. Era alguém que
procurou sempre descobrir-se a si e aos outros."
Bruno Candé deixa três filhos
menores, uma menina de 2 anos e dois rapazes de 5 e 6 anos.A organização
não-governamental SOS Racismo exige que seja feita justiça, para que o
assassínio de Bruno Candé Marques não seja mais um sem
consequências.
O dirigente da ONG, Mamadou Bá, fala
num "crime com motivações
raciais e pede que seja feita justiça"
Notabanca; 27.07.2020
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