APU-PDGB
DIVIDIDA APOIA DOMINGOS SIMÕES PEREIRA NAS PRESIDENCIAIS PELA
"ESTABILIDADE GOVERNATIVA"
O líder da APU-PDGB apoia um candidato, mas a direção do partido puxa pelo
adversário. Partidos estão divididos sobre quem apoiar na segunda volta das
presidenciais guineenses. A campanha eleitoral começa na sexta-feira.
A direção da Assembleia do Povo Unido - Partido Democrático da Guiné-Bissau
(APU-PDGB) revelou segunda-feira à DW África que vai apoiar o candidato do
PAIGC, Domingos Simões Pereira (DSP).
A decisão do partido vem assim contrariar a do seu líder Nuno Gomes Nabiam,
que assinou um acordo político com Umaro Sissoco Embaló em Dakar à margem dos
estatutos de APU-PDGB.
Em entrevista à DW África, Armando Mango, segundo vice-presidente do partido
APU e também segunda figura no Governo de Coligação no país, disse que o
partido vai fazer campanha para pôr DSP na Presidência da República pela coerência
e pela estabilidade governativa.
"Vamos apoiar o engenheiro [Domingos] Simões Pereira. Esta é a decisão
do partido em conformidade com o acordo de incidência parlamentar que tínhamos
assinado com o PAIGC.
O partido vai continuar a respeitar aquilo que aprovou pelos seus órgãos,
que é alinhar-se com o PAIGC nos próximos quatro anos para garantir a estabilidade governativa do país e
fazer com que DSP seja eleito Presidente da República para manter essa
estabilidade", disse o dirigente político.
Nabiam não tem apoio da APU
Domingos Simões Pereira e Umaro Sissoco Embaló disputam a presidência da
Guiné-Bissau, na segunda volta, marcada para 29 de dezembro. A campanha
eleitoral começa na sexta-feira, 13.
Na semana passada, Nuno Nabiam, presidente do partido APU, declarou apoio a
Umaro Sissoco Embaló, candidato suportado pelo Movimento para a Alternância
Democrática (MADEM-G15, líder da oposição). Mas os órgãos de decisão do partido
acusam Nabiam de agir sem os consultar e de apoiar um candidato que, em caso de
vitória, vai derrubar o Governo em que seu partido faz parte.
"Sabemos que o Umaro Sissoco tinha declarado que se for eleito irá
demitir o atual Governo. Nós como somos legalistas e democratas, somos pelo
Governo que saiu das eleições e não o Governo inventado, só porque alguém foi
eleito Presidente. Vamos continuar a ser aquele partido que sempre defendeu a
legalidade, democracia e a meritocracia e não os golpes de baixo nível”,
afirmou Armando Mango, para justificar que Domingos Simões Pereira seria um
Presidente capaz de garantir a estabilidade governativa.
Militantes do lado da direção
Armando Mango avança que o partido tem muito a debater depois das
presidenciais, na sequência das posições tomadas pelo seu líder contra o Governo.
A direção diz que os militantes do APU continuam do seu lado e conhecem as
regras do partido. É Nuno Nabiam quem deve submeter-se aos estatutos do APU,
segundo Mango.
"APU continua a ser um partido coerente, que defende a verdade em que
todas as decisões são tomadas na base dos órgãos do partido. Uma vez que Nuno
Gomes Nabiam, apesar de ser o presidente do partido, foi envolver-se num acordo
sem passar pela discussão dos órgãos do partido, só pode ser uma coisa: essa
decisão é apenas de Nuno Nabiam e não a do partido. Porque APU não foi tido nem
achado nesta decisão”, declarou o também ministro da presidência do Conselho de
Ministros e porta-voz do Governo liderado por Aristides Gomes.
A DW tentou sem sucesso ouvir a versão de Nuno Gomes Nabiam sobre o assunto.
Nabiam foi o terceiro candidato mais votado na primeira volta das
presidenciais, a 24 de novembro, com 13,16% dos votos.
Cada um por si
A divisão no seio dos partidos e candidatos derrotados tem-se multiplicado.
O Partido da Renovação Social (PRS) apoia Sissoco e um grupo de dirigentes,
incluindo um membro fundador, Ibraima Sorri Djaló, apoia Domingos Simões
Pereira. A divisão no seio dos partidos e candidatos derrotados tem-se
multiplicado. O Partido da Renovação Social (PRS) apoia Sissoco e um grupo de
dirigentes, incluindo um membro fundador, Ibraima Sorri Djaló, apoia Domingos
Simões Pereira.
O Movimento Patriótico Guineense, que suportou o candidato independente,
Carlos Gomes Júnior, na primeira volta diz que ficará neutro na segunda, apesar
de Carlos Gomes Júnior apoiar Umaro Sissoco Embaló.
O analista político Luís Petit fala em falta da maturidade e coerência
política por parte dos políticos. "Significa que ou uma parte está
aliciada ao poder, não só poder político, mas também aos ganhos económicos, ou
há outros benefícios subjacentes a todo esse apoio. Nuno Nabiam andou a
criticar Sissoco deste 2014 como um perigo para o país, mas hoje associou-se a
ele", lembra.
"Falta coerência"
O analista critica também a posição do Presidente cessante, que falhou a sua
reeleição. José Mário Vaz vai apoiar Umaro Sissoco Embaló na segunda volta.
"Aos políticos guineenses falta uma grande dose de coerência política.
José Mário Vaz, depois de ter vangloriado Sissoco como melhor filho da
Guiné-Bissau, aquando da sua nomeação como primeiro-ministro, deu uma volta de
180 graus, dizendo que o mesmo é perigoso, num áudio que vazou e que não
desmentiu. O que corresponde à verdade. Se Sissoco fosse inteligente, não
aceitaria o apoio de Jomav", considera Luís Petit.
O analista argumenta que o facto de José Mário Vaz não atingir a segunda
volta, estando na presidência, significa que o povo fez uma avaliação dos seus
cinco anos de mandato e deu-lhe o "cartão vermelho". Por isso,
deveria tentar "salvar" a sua honra e ficar de fora na segunda volta,
sem declarar apoio a ninguém. Petit entende que as alianças que se fazem contra
o candidato do PAIGC só trarão benefícios a Domingos Simões Pereira. Porque
esses candidatos derrotados acabam, desta forma, por reconhecer a sua derrotada
antecipada e não conseguem imigrar-se com a sua máquina de apoio no terreno.
As sétimas eleições presidenciais guineenses são tidas como cruciais para a
estabilização política da Guiné-Bissau, que realizou legislativas em março.
Notabanca; 10.12.2019
Neste momento, Armando Mango, ou seja, pé de mango já está arrependido, porque ele não tem as bases do partido nas suas mãos. Até porque nas últimas eleições legislativas, o dito doutor perdeu na sua tabanca Có votação e inclusive na mesa onde ele votou. Agora vejamos: 1- Onde está a sua massa e força? 2- Armando Mango disse que não deve fazer campanha na 1ª volta e agora está a fazer. Onde está a sua honestidade e coerência? 3- Todos são "lumpens" que vão para interno.
ResponderEliminarNão se esqueçam que o Dr Armando Mango foi eleito deputado efetivo e só não exerce por estar no governo. Quem não tem base não se elege. A política de faz fundamentalmente com a moral, ética, legalidade e coerência. O Eng. Nabiam não é coerente, está sozinho nas suas decisões. É logo terminada a campanha presidencial ele vai sofrer fortes sanções pelos órgãos do partido.
ResponderEliminarVocê é um idiota que não entende nada da política, por isso está a falando só bobagens.
ResponderEliminarUnknou achas que o Nuno na biam está certo pelos seus atos?
ResponderEliminarCertíssimo como promessa de Deus!
ResponderEliminarO dito Dr. Arma de Mango está frustrado com os seus acóolitos, esquece que não é presidente do partido e nem possuem a base do partodo. Irá se arrepender.
ResponderEliminarVocê é inconstante. Agora me diga a sua opinião face ao governo atual, pós eleições presidenciais.
EliminarO dito Dr. Arma de Mango está frustrado com os seus acóolitos, esquece que não é presidente do partido e nem possuem a base do partodo. Irá se arrepender.
ResponderEliminarApu nunca está dividida, porque todos os seus orgãos estão com o seu presidente e asseguir o candidato U.S.E rumo a grande vitória no dia 29 de Dezembro de 2019.
ResponderEliminarApu nunca está dividida, porque todos os seus orgãos estão com o seu presidente e asseguir o candidato U.S.E rumo a grande vitória no dia 29 de Dezembro de 2019.
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