Os órgãos de comunicação social públicos
não estão a fazer campanha eleitoral no interior do país por falta de meios
financeiros, disse terça-feira à Lusa, o secretário de Estado da Comunicação
Social .
Segundo João Ferreira, alguns candidatos
até já tinham levado alguns jornalistas do sector público (rádio e jornal 'No
Pintcha'), mas o Governo "não achou isso correcto.
Neste momento, as autoridades não conseguem
dar resposta às necessidades apresentadas em conjunto pelos quatro órgãos, para
garantirem uma cobertura integral da campanha eleitoral, nomeadamente dinheiro
para custear as deslocações de jornalistas, equipamentos de reportagem e
viaturas, assinalou o governante.
"O Governo também acha indigno que
sejam os candidatos a levar à boleia os jornalistas, sobretudo os dos órgãos
públicos", notou o secretário de Estado da Comunicação Social.
João Ferreira está, contudo, confiante
em como a "situação se vai resolver ainda esta semana".
Com a intervenção do primeiro-ministro,
Aristides Gomes, o Governo solicitou um apoio de urgência junto da
representação da Comunidade Económica de Estados da África Ocidental (CEDEAO)
em Bissau, com vista a cobrir o orçamento apresentado pelos quatro órgãos de
comunicação estatais.
Entretanto, os referidos órgãos
iniciaram esta quarta-feira a cobertura da campanha no interior com fundos
disponibilizados pela TGB mas que serão reembolsados pelo Governo.
A ANG sabe que os fundos
disponibilizados pela estação televisiva guineense não são suficientes para a
cobertura do tempo restante de campanha
eleitoral(10 dias).
Notabanca; 14.11.2019
Notabanca; 14.11.2019

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