Domingos
Simões Pereira respondia à uma questão que lhe foi colocada num debate
televisivo na sexta-feira, sobre a sistema político ideal para a Guiné-Bissau,
organizado pela Rádio Difusão Nacional e a Televisão da Guiné-Bissau, no quadro
de campanha eleitoral para as presidenciais de 24 de novembro em curso que
conta com 12 concorrentes.
Simões
Pereira salientou que tanto o sistema semipresidencial como o
presidencialismo são regimes
democráticos.
“A diferença
que existe entre o sistema presidencial ou semipresidencial, reside em saber
fazer a escolha. Se formos ver em termos de doutrina ou teoria, o
semipresidencial é muito mais complexo e democrático tendo em conta que exige a
separação de poderes”, sublinhou.
O líder do
PAIGC frisou que como africanos, têm dificuldades em conviver com duas cabeças
com diferentes competências, preferem simplificar as coisas, onde assim em
muitas situações preferem o sistema presidencial.
A Televisão da Guiné-Bissau e a Rádio Difusão Nacional, iniciaram dia 08 do corrente mês, ciclos de debates televisivos entre os 12 candidatos às eleições presidenciais de 24 de Novembrro e com as retransmissões em diferentes rádios do país.
O primeiro grupo de quatro candidatos devia estar em debate no dia 08 mas só Domingos Simões Pereira do PAIGC e Nuno Nabian da APU-PDGB compareceram para o efeito, contras ausências de Afonso Té do PRID e o independente Mutaro Djabi.
A Televisão da Guiné-Bissau e a Rádio Difusão Nacional, iniciaram dia 08 do corrente mês, ciclos de debates televisivos entre os 12 candidatos às eleições presidenciais de 24 de Novembrro e com as retransmissões em diferentes rádios do país.
O primeiro grupo de quatro candidatos devia estar em debate no dia 08 mas só Domingos Simões Pereira do PAIGC e Nuno Nabian da APU-PDGB compareceram para o efeito, contras ausências de Afonso Té do PRID e o independente Mutaro Djabi.
Referindo ao
litígio evocado pelo seu adversário;Nuno Nabian no quadro do Acordo político de
Incidência Parlamentar e Governativo, assinado entre as duas e mais outras
formações políticas, Simões Pereira disse que à Assembleia do Povo
Unido(APU-PDGB), foi afectada todas as pastas governamentais solicitadas no âmbito do Acordo de Incidência
Parlamentar assinado entre as duas formações políticas após as legislativas de
10 de março.
O líder do
PAIGC disse que sendo presidente de um partido vencedor das legislativas, tem
uma responsabilidade acrescida e por isso não poderia aceitar a nomeação de
elementos sem preparação necessária em determinados lugares governativos.
“Depois das
eleições legislativas de 10 de Março, a minha reunião enquanto partido vencedor
das eleições com o líder de APU-PDGB, não durou mais de dez minutos, porque não
havia nenhuma discussão em relação a distribuição de pastas governamentais. As
pastas que a APU-PDGB nos propuseram foram aceites integralmente”, esclareceu.
O lider da
Assembleia do Povo Unida disse em debate
televisivo que o PAIGC não permitiu a nomeação de seus militantes em diferentes estruturas governamentais que
lhe foram concedidas no quadro do Acordo de Incidência Parlamentar e
Governativa.
Domingos
Simões Pereira disse que nunca questionaram a distribuição de pastas governamentais, acrescentou que, a
título de exemplo existem pessoas no Governo que pertencem aos partidos sem
representação parlamentar.
“Agora
quando o Nuno Nabiam afirma que nomeei o meu irmão Camilo Simões Pereira para uma determinada função, isso desvia um
pouco daquilo que é essência da questão que todos sabem”, explicou.
O líder do
PAIGC disse que, não tem competências para nomear Camilo Simões Pereira, tendo
em conta que não pertence ao executivo.
Esclareceu ainda
que Camilo Simões Pereira é médico com formação sólida, frisando que tinha
defendido em 2014 a questão da reforma do sector de saúde, no sentido de garantir uma cobertura integral, primeiro
dos que são funcionários públicos e
depois em relação aos que são beneficiários de programas de assistência através
de solidariedade.
“Em 2015,
isso não foi possível porque depois de entregar-mos a pasta da Função Pública
ao nosso parceiro de governação neste caso o Partido da Renovação Social(PRS) e
na altura propomos-lhe a nomeação de elementos necessários para a implementação
da referida reforma, ele recusou a proposta”, salientou.
Domingos
Simões Pereira sublinhou que no seu primeiro encontro mantido com o líder de
APU-PDGB após as legislativas de 10 de Março, explicou-lhe que o governo está
num processo de fazer a reforma de saúde visando a cobertura médica e
medicamentosa tanto para os funcionários públicos como para os beneficiários da
segurança social.
Disse que,
nesse sentido Camilo Simões Pereira era a pessoa mais preparada para a
materialização prática desse projecto.
Notabanca;
11.11.2019

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