“Queremos exigir em nome da sociedade civil e toda a população da Guiné-Bissau de que a partir do próximo ano (2020) o governo deve começar a reforçar verba ao sector da saúde nos orçamentos, por ser a prioridade das prioridades”, vincou Madrigal.
Em 2001, os líderes africanos, incluindo da Guiné-Bissau assumiram compromissos financeiros com vista a realizar os Objetivos de Desenvolvimento do Milénio (ODM), prometendo atribuir pelo menos 15% dos seus orçamentos nacionais ao sector da saúde, mas até então o país não cumpriu com a decisão.
Diante desta realidade, Madrigal, apelou aos parceiros da cooperação da Guiné-Bissau a exigir do executivo guineense o cumprimento do compromisso assumido no sentido de permitir que cidadãos tenham acesso a saúde pública.
O seminário foi organizado pela embaixada de Espanha no país, mas contou a presença de várias organizações que trabalham ligados a sociedade civil, sector de saúde pública e partidos políticos.
De acordo com a radio Jovem, durante a sua intervenção na abertura dos trabalhos, o presidente da Liga Guineense dos Direitos Humanos (LGDH), Augusto Mário da Silva, revela que os fundos disponibilizados para o sector de saúde são mal orientados e mal investidos.
Segundo Silva é preciso de facto que as autoridades sanitárias guineenses reorientarem o investimento para i sector de saúde pública. Para o ativista dos direitos humanos, além do aumento do bolo orçamental, é fundamental investir naquilo que é necessário.
A Guiné-Bissau está na cauda do índice de desenvolvimento humano das Nações Unidas. Mais de metade da população vive numa situação de pobreza extrema e a esperança média de vida é de 55 anos. Com um sistema político frágil e um serviço de saúde incerto, as taxas de mortalidade materno e infantil da Guiné-Bissau são das mais altas do mundo.
Notabanca;
06.02.2019
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