O presidente
da Associação de Pais e Encarregados de Educação dos alunos da Guiné-Bissau,
Armando Correia Landim, afirmou que «40% do programa escolar ficou por cumprir
este ano letivo devido às greves dos professores».O ano letivo nas escolas públicas da Guiné-Bissau em condições normais deveria ter terminado no passado mês de junho, mas, devido às greves dos docentes, o Ministério da Educação decidiu prolongá-lo até 28 de julho.
Armando Correia Landim disse que «mesmo com esta engenharia, que é o mal menor, perante a alternativa das passagens administrativas, cerca de 40% do programa previsto não vai ser cumprido».
Fonte do Ministério da Educação revelou que estavam programados 173 dias úteis de aulas, mas logo a abrir o ano, em setembro, deu-se uma greve geral dos professores que decorreu durante 49 dias que motivou um reajuste da programação para 139 dias - os professores voltaram a realizar uma greve geral em maio durante 16 dias.
Para cumprir com os 139 dias previstos, o Ministério da Educação «viu-se obrigado a estender por mais um mês o ano letivo», explicou a fonte.
Em jeito de conclusão, Armando Correia Landim afirmou ainda que nos outros países da sub-região africana são gastos cerca de 20% do orçamento no setor da Educação e na Guiné-Bissau a cifra não ultrapassa 11% e defendeu que «esta situação leva a que os professores estejam sempre em greve, com salários em atraso, mesmo quando o governo afirma não ter dívidas com eles, como é o caso atual».
De salientar que as provas globais para o ano letivo 2016/2017 já se iniciaram hoje a nível nacional, sem que seja cumprido 40% do programa escolar estabelecido.
Notabanca; 24.07.2017

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