Governo da
Guiné-Bissau não cumpre os requisitos mínimos para eliminar o tráfico de
pessoas e também não faz esforços nesse sentido, refere o "Relatório sobre
Tráfico de Pessoas 2017" do Departamento de Estado norte-americano.Segundo o
documento, elaborado pelo Gabinete para Monitorizar e Combater o Tráfico de
Pessoas, na Guiné-Bissau existem leis contra o tráfico de pessoas, mas não foram
utilizadas para o combater.
No caso da
Guiné-Bissau, o tráfico de pessoas está associado a crianças que são levadas
por falsos mestres do Corão para o Senegal, sendo depois vítimas de trabalhos
forçados.
O relatório
refere também que meninas guineenses são obrigadas a ir trabalhar como
domésticas para o Senegal e a Guiné-Conacri e também são aliciadas por mulheres
senegalesas que as levam para a prostituição. O documento refere também
exploração sexual nos hotéis das ilhas dos Bijagós.
"As meninas guineenses são exploradas sexualmente em bares,
discotecas e hotéis de Bissau", salienta.
Segundo o
documento, pelo segundo ano consecutivo, as autoridades não reportaram qualquer
investigação, acusação ou condenação por tráfico.
"Nem nunca nenhum traficante foi acusado", sublinha o documento.
Apesar de a
Polícia Judiciária ter formado uma brigada para as Mulheres e Crianças, para
investigar crimes relacionados com as mulheres e crianças, os 10 elementos que
a compõem têm apenas uma viatura, não têm orçamento para operações de
investigação, que acabam por ficar concentradas em Bissau.
O documento
recomenda às autoridades da Guiné-Bissau para investigarem e acusarem os crimes
relacionados com o tráfico de pessoas, incluindo os falsos mestres do Corão, a
aumentar o apoio às organizações não-governamentais que trabalham no terreno a
impedir o tráfico de crianças e a criar condições para acolhimento de vítimas de
tráfico.
No
relatório, a Guiné-Bissau está classificada na categoria 3 para eliminar o
tráfico de pessoas, que segundo o Departamento de Estado norte-americano,
define os Estados que "não cumprem os requisitos mínimos e que nem sequer
estão a fazer esforços nesse sentido".
Notabanca;
28.06.2017

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