No âmbito do tema "Vicissitudes Constitucionais e Sistemas de Governo na Guiné-Bissau, um dos seis temas discutido na convenção, que decorreu entre quinta-feira e hoje, é recomendada a manutenção do "sistema de governo semipresidencialista" e a realização "urgente" de uma revisão constitucional".
A revisão constitucional deve "rever os pressupostos de exoneração do primeiro-ministro", ou seja, a "exoneração do primeiro-ministro deve acarretar a queda do parlamento e consequentemente a convocação de eleições antecipadas", de acordo com o texto da convenção.
A convenção nacional, a primeira realizada em 60 anos de história do partido de Amílcar Cabral, defende também, no âmbito dos fundamentos da ideologia política, o regresso aos "princípios ideológicos do PAIGC", o reforço da formação ideológica dos militantes, a redinamização das escolas do partido, o fim da "impunidade no seio do partido" e a aplicação "rigorosa" de sanções disciplinares.
Sobre a "Análise Crítica da Lei Eleitoral e da Lei-Quadro dos Partidos", defende a alteração da lei eleitoral para dar mais "atenção à participação das mulheres" e "reavaliar o método de Hondt para que a distribuição de mandatos tenha em atenção a evolução demográfica do país".
Sobre questões internas, a convenção nacional do PAIGC propõe o pagamento regular de quotas pelos militantes, que seja estabelecida uma quota de participação de 30% para as mulheres em todas as estruturas do partido e a criação de mecanismos para prevenir e combater a corrupção, oportunismo e nepotismo que "sejam observados no comportamento dos militantes e dirigentes".
O Governo do PAIGC saído das eleições de 2014 caiu na sequência da demissão de Domingos Simões Pereira do cargo de primeiro-ministro e desde então o país já teve cinco chefes de Governo, numa crise que está a ser mediada pela Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO).
Notabanca; 25.06.2917
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