OPOSIÇÃO ESTUDA FORMAÇÃO DE BLOCO POLÍTICO APÓS IMPEDIMENTO DO STJ
As coligações API Cabaz Garandi, PAI Terra Ranka e COLIDGB, todas impedidas pelo Supremo Tribunal de Justiça (STJ) de participar nas eleições simultâneas de novembro, estão a avaliar mecanismos para formar um bloco sólido de oposição com o objetivo de encontrar alternativas ao regime vigente na Guiné-Bissau.
A informação foi avançada por Juliano
Fernandes, líder da COLIDGB e porta-voz do coletivo das coligações e partidos,
após um encontro realizado esta sexta-feira na sede nacional do PAIGC, em
Bissau.
Segundo Fernandes, o objetivo principal das
conversações é construir um consenso político alargado que permita à oposição
apresentar uma plataforma unida e forte no próximo escrutínio.
"O encontro visa construir o consenso
o mais alargado possível para garantir uma participação forte no escrutínio de
novembro e recolocar o país na linha do seu funcionamento à luz dos princípios
do Estado de direito democrático”, afirmou.
Questionado sobre se o bloco opositor será
formado já na primeira volta das presidenciais ou apenas numa eventual segunda
volta, o político preferiu não avançar detalhes, afirmando que “os resultados
serão conhecidos no seu devido tempo”.
De acordo com RSM, o impedimento das principais coligações
opositoras e de outros partidos de concorrer às eleições poderá levar a
Guiné-Bissau a dividir-se em dois grandes blocos políticos: de um lado, os
aliados do regime liderado pelo presidente Umaro Sissoco Embaló; e, do outro,
as forças da oposição, que procuram reorganizar-se para enfrentar o atual
poder.
Notabanca; 24.10.2025

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