BACIRO DJA PEDE AO SUPREMO TRIBUNAL PARA REVER DECISÃO QUE IMPEDE DSP CONCORRER ÀS ELEIÇÕES
O líder da Frente
Patriótica para a Salvação Nacional (FREPASNA) e candidato às eleições
presidenciais de novembro, Baciro Djá, apelou ao Supremo Tribunal de Justiça
(STJ) para rever a decisão que impede o líder do PAIGC, Domingos Simões
Pereira, e a coligação PAI Terra-Ranka de participarem nas próximas eleições.
Em declarações aos jornalistas, na residência de Domingos Simões Pereira, em Bissau, Baciro Djá — que também é presidente da coligação eleitoral API Cabaz Garandi — considerou “injusta” e “politicamente criminosa” a decisão do Supremo Tribunal. Para o político, realizar eleições sem o PAIGC e o seu líder seria um atentado à democracia e à estabilidade do país.
“É uma injustiça e um
crime político organizar eleições sem o PAIGC e Domingos Simões Pereira”,
afirmou Baciro Djá.
De acordo com RSM, o candidato sublinhou ainda que os únicos opositores
reais ao Presidente Umaro Sissoco Embaló são ele próprio e Domingos Simões
Pereira, por representarem projetos políticos e visões diferentes da atual
liderança.
“Só eu e Domingos
Simões Pereira temos ideologias distintas do Presidente Embaló, e por isso
somos vistos como verdadeiros opositores”, disse.
Questionado sobre o
teor do encontro que manteve com o líder do PAIGC, Baciro Djá esclareceu que a
conversa centrou-se na situação política nacional e na necessidade de encontrar
soluções que evitem uma crise pós-eleitoral, afastando a ideia de um eventual
acordo de apoio político.
"Falámos do país e
da melhor forma de garantir que as eleições decorram de forma pacífica e
transparente”, referiu.
Recorde-se que tanto a
coligação API Cabaz Garandi, liderada por Baciro Djá, como a PAI Terra-Ranka,
de Domingos Simões Pereira, foram impedidas pelo Supremo Tribunal de Justiça,
que na Guiné-Bissau desempenha também as funções de Tribunal Constitucional, de
participar no escrutínio presidencial e legislativo de novembro.
A decisão tem gerado
fortes reações no panorama político nacional, com vários atores a apelarem ao
respeito pela inclusão e pelo princípio democrático da participação de todas as
forças políticas.
Notabanca; 24.10.2025

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