MINISTÉRIO DA SAÚDE PÚBLICA ACUSADO DE USAR FUNDOS SANITÁRIOS PARA FINS POLÍTICOS
Nos últimos dias, o Ministério da Saúde
Pública da Guiné-Bissau tem sido alvo de denúncias que apontam para uma alegada
utilização de fundos das estruturas sanitárias com fins políticos e eleitorais.
De acordo com informações obtidas DMG junto de responsáveis de diferentes áreas sanitárias do Setor Autónomo de Bissau, foi realizada recentemente uma reunião entre dirigentes do Ministério das Finanças e do Ministério da Saúde. Durante o encontro, os participantes teriam sido pressionados a autorizar a assinatura de cheques destinados ao levantamento de fundos para apoiar a campanha eleitoral em curso.
As mesmas fontes afirmam que os
responsáveis foram intimidados e alertados de que poderiam ser demitidos das
suas funções caso se recusassem a colaborar.
"Segundo relatos, o Ministério das
Finanças deu orientação para criação de uma comissão para supervisionar as
contas bancárias das estruturas sanitárias. Esta comissão teria solicitado a
apresentação de extratos bancários e determinado a inclusão de novos assinantes
nas contas das instituições de saúde, com o argumento de reforçar o controlo
financeiro".
Além disso, o documento enviado às direções
regionais orienta que cada estrutura sanitária entregue entre 10% e 35% dos
valores existentes nas suas contas, consoante o tipo de unidade:
10% para centros de saúde do tipo C,
15% para centros do tipo B,
35% para centros do tipo A e hospitais
regionais.
Fontes internas denunciam que diretores
regionais estariam a facilitar o processo, embora muitos responsáveis locais
tenham recusado cumprir a ordem, alegando ilegalidade e falta de transparência.
Estes profissionais afirmam estar a ser alvo de ameaças e pressão política.
"Técnicos de saúde manifestam
preocupação com as consequências desta situação, alertando que o bloqueio ou
desvio de fundos pode comprometer o funcionamento das estruturas sanitárias,
responsáveis pelo pagamento de pessoal contratado, manutenção de ambulâncias e
motorizadas, aquisição de medicamentos e produtos de limpeza".
“Se esta situação persistir, o país pode enfrentar um aumento do número de óbitos e o reaparecimento de surtos, devido à incapacidade das unidades de saúde em cobrir as despesas essenciais”, alertou uma fonte ligada ao setor sanitário.
Notabanca; 29.10.2025


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