A segunda
vice-presidente do PAIGC reiterou hoje o “direito” do seu partido liderar o
próximo Governo, por ser o vencedor das eleições legislativas de 10 de Março de
2019, cuja formação está em discussão entre partidos com assento parlamentar e
o Presidente da ANP, Cipriano cassamá.Odete Semedo falava à imprensa à saída de mais uma ronda de diálogo entre os partidos com assento parlamentar e o Presidente da Assembleia Nacional Popular (ANP) para encontrar uma solução para a criação de um novo Governo, conforme recomendou a CEDEAO.
Odete Costa
Semedo destacou que o último comunicado da CEDEAO no seu ponto número 7, reconheceu
ao Umaro Sissoco como Presidente da República, mas exigiu a formação de um
Governo de acordo com os resultados eleitorais de março do ano passado.
Semedo
declarou que o seu partido e o seus aliados estão abertos a formação de um Governo inclusivo
para a estabilidade política e governativa da Guiné-Bissau, adiantando que se o
Presidente da República aceitar reconhecer o seu partido como vencedor das
legislativas, este por sua vez vai reconhecê-lo como Chefe de Estado.
Por seu
turno, o Coordenador do Movimento para Alternância Democrática (Madem-G15),
Braima
Camará defende que há uma nova maioria no parlamento, situação que diz não ser
o caso único, nem inédito na história democrática.
“Por isso, o MADEM G15 congratula-se com a
posição de Cipriano Cassamá de fazer cumprir o regimento da ANP e a
Constituição da República da Guiné-Bissau.
“A Comissão
Permanente da ANP como aconteceu no passado, não tem nenhuma competência
decisória sobre as matérias em debate na Assembleia Nacional Popular e uma vez
assumido pelo Presidente da ANP, este vai permitir o normal funcionamento desta
casa magna”, disse Braima Camará, frisando que cabe a maioria dos deputados
decidir os pontos a serem incluídos na Ordem do Dia, durante o debate na
plenária da ANP.
“E nós
estamos abertos para receber todas as forças vivas da Nação inclusive a
Sociedade Civil e outras para integrarem a nossa maioria formada pelos
deputados do Partido da Renovação Social (PRS), Assembleia do Povo Unido,
(APU-PDGB), e o Movimento para Alternância Democrática MADEM G-15 “,vincou.
Para o
vice-presidente do PRS, Certório Biote o encontro com o líder do parlamento é
muito interessante para o país porque cada actor politico deu a sua opinião
para o interesse de todos.
“Devo reafirmar
que existem dois blocos no Parlamento. O bloco do PAIGC com os seus aliados e
outro do PRS, MADEM e APU, que
constituem uma nova maioria, com
um novo acordo que temos”, afirmou.
O líder da
Assembleia do Povo Unido (APU-PDGB), Nuno Gomes Na Bian disse que estão
satisfeito com a posição do Presidente da ANP de convocar a plenária e aí
permitir que se resolva o problema de votação ou não do programa do Governo
liderado por ele, iniciativa que diz ser “um passo positivo na busca de
solução” .
“Nós estamos
confiantes na nova maioria constituída pelos deputados dos três partidos. O que
estamos a pedir é que a sessão seja convocada e ali vamos ter a oportunidade de
mostrar essa maioria e criar condições para aprovação do programa do governo no
parlamento”, explicou.
Na audiência
entre os partidos com assento parlamentar e o Presidente da ANP participaram
ainda o Partido da Nova Democracia (PND) e a União para a Mudança (UM) aliados
do PAIGC que confirmaram a sua fidelidade em cumprir o Acordo de Incidência
Parlamentar assinado entre as partes em 2019. Cipriano cassamá tem até 18 de
Junho para apresentar ao chefe de Estado,Umaro Sissocó Embaló uma proposta de
solução da crise de formação de novo governo de base alargada, em cumprimento
da decisão da CEDEAO de 22 de Abril.
Notabanca; 08.06.2020

Ma Presidente nunca fala cuma paigc yca el k ganha legislativas.
ResponderEliminarNinguém disse que o PAIGC não ganhou as eleições legislativas passadas, só que ganhou-as com uma certa deficiência de quarenta e sete deputados.
ResponderEliminarO governo anterior, ora formado pelo PAIGC foi graças à benevolência de EngºNuno Gomes Nabiam com APU através de fomo
O governo do PAIGC, liderado por Aristides Gomes é legítimo por ter uma maioria parlamentar ainda em vigor, confirmada várias vezes pelos deputados do APU-PDGB. Só o presidente, Nuno Nabian, não constitui a nova maioria.Por conseguinte, o governo de Aristides Gomes deve ser reposto no devido lugar de onde não devia ser retirado, anulando o decreto presidencial que o demitiu. A partir daí, quem quiser reclamar maioria que apresente no parlamento moção de censura ao governo do PAIGC.
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