
O Coordenador
do Programa Nacional de Luta Contra o Paludismo (PNLCP), revelou que o
paludismo continua a ser principal causa da morte no país.Paulo Djata falava hoje aos jornalistas no quadro do inicio da Campanha de identificação e distribuição universal gratuita de tenda impregnada (Milda), que decorre sob o lema: fique em casa e receba gratuitamente a tenda milda.
Segundo
Paulo Djata o programa dispõe de cerca de um mihão e meio de tendas que serão
distribuídas a 452.498 ( quatrocentos cinquenta e dois mil e
quatrocentos e noventa e oito famílias).
Nesta
campanha conforme Paulo Djata perspectiva-se atingir 95 por cento das
famílias e pretende-se que 85 por cento dos
beneficiários consigam utilizar as tendas.
Djata
informou que a campanha terá a duração de sete dias, ou seja de hoje 08
até 15 do corrente mês, a nível nacional e após estes dias vai se fazer a
recolha de sacos plásticos para sua incineração.
Disse
que a distribuição será feita pelos agentes de saúde comunitária,
porta à porta, e que prevê-se a entrega de 10 tendas diário por cada
equipa, composta por três pessoas, nas zonas rurais e 20 nas zonas urbanas.
As referidas
tendas, segundo Djata, foram adquiridas pelo Fundo Monetário
Internacional(FMI) que é principal parceiro do governo.
Paulo Djata
considerou que a tenda, um meio de
proteção muito eficaz, se for bem usada, pode evitar muitas mortes, razão pela
que se realiza a campanha de
distribuição grátis de tendas de três em três anos.
Relativamente
as dificuldades, disse que tiveram dificuldades em termos de
armazenamento das tendas nas regiões de Oio e Bafatá, mas que
espera superá-las ainda esta manhã.
Disse que
esta é quarta vez que os guineense
beneficiam de tendas, adiantando que a campanha de distribuição gratuita
começou em 2011, tendo lamentado o facto de o paludismo continuar a ser maior
causa da doença e morte na Guiné-Bissau.
O
Coordenador do Programa de Luta contra ao Paludismo revelou que em 2018 o país
registou 166.757 casos e 244 óbitos e em
2019 160.907 casos e 288 óbitos.
Mesmo assim,
Paulo Djata assegurou que nos últimos dez anos houve uma redução progressiva de
casos de paludismo, por isso aconselha as pessoas no sentido de continuarem a
usar tendas oferecidas.
Instado
sobre como combater o paludismo no
momento da pandemia de Covid-19, Paulo Djata reconheceu que a covid19 é uma
doença mortífera, mas que o paludismo é uma doença endémica e mortífera na Guiné-Bissau, por isso, não se
deve concentrar apenas na pandemia e
deixar o paludismo de lado.
Notabanca;
08.06.2020

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