
O politólogo
justificou a sua surpresa pelo facto de o Madem ter sido criado há oito meses,
por dissidentes do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde
(PAIGC), declarado vencedor das legislativas de domingo passado, com 47 dos 102
deputados no próximo parlamento.
"Um partido tão novo e entra logo para segundo
lugar no 'ranking' dos grandes, é um facto surpreendente esta entrada na cena
política nacional", declarou Rui Landim, em declarações a uma rádio de
Bissau, para comentar os resultados provisórios das eleições realizadas no
passado domingo.
No mesmo comentário, Landim instou os militantes e dirigentes do Partido da Renovação Social (PRS), que, segundo a CNE, teve 21 mandatos, a analisar os resultados. O PRS conquistou nas últimas legislativas, em 2014, 41 deputados.
"É uma queda que merece uma análise profunda dos militantes e dirigentes do PRS para que se perceba o que aconteceu com o partido", exortou Rui Landim.
O politólogo guineense defende que era "impensável admitir, antes das eleições" os resultados do PRS, por ser um partido que "sempre esteve no arco do poder" desde que a Guiné-Bissau adotou o multipartidarismo há 25 anos, disse.
O PAIGC obteve 47 mandatos, mas com acordos de incidência parlamentar rubricados com três formações políticas que conquistaram deputados ao próximo parlamento, APU/PDGB com cinco, PND um e União para Mudança com outro mandato, deverá formar Governo, tendo como base parlamentar 54 deputados.
Fontes do Madem e do PRS indicaram à Lusa que os dois partidos só irão comentar os resultados anunciados pela CNE depois de reuniões, em separado, dos órgãos que deverão acontecer ainda hoje.
O líder do PAIGC, Domingos Simões Pereira, fará hoje uma declaração à imprensa na sede do partido em Bissau.
Notabanca; 13.03.2019

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