ADVOGADOS DE DSP ESCLARECEM QUE TRIBUNAL AFRICANO AINDA NÃO DECIDIU SOBRE A QUEIXA
O Tribunal Africano dos
Direitos do Homem e dos Povos (TADHP) ainda não decidiu sobre a queixa
apresentada pelo Presidente da Assembleia Nacional Popular, Domingos Simões
Pereira, contra o Estado da Guiné-Bissau, anunciou o coletivo dos advogados na
nota tornada pública esta quarta-feira, 13 de agosto.
De acordo com a nota do coletivo de advogados que patrocina a causa, o tribunal não deu provimento ao pedido de medida cautelar que visava suspender os atos processuais ilegais praticados pelo Procurador Geral da República, não obstante no Acórdão, a instância da União Africana ter indeferido a queixa do líder do Parlamento guineense contra o Estado da Guiné-Bissau.
Na nota, o coletivo dos
advogados esclarece ainda que a decisão do TADHP foi baseada no fato de que as
medidas restritivas da liberdade de circulação do cidadão Domingos Simões
Pereira já não subsistiam à data da tomada da decisão, tendo expressado a
confiança de que a instância, em observância à Carta Africana dos Direitos do
Homem e dos Povos, corroborará a pretensão do seu cliente.
"Acreditamos que o
TADHP irá fazer justiça e reconhecer os direitos do Eng. Domingos Simões
Pereira", afirmou o coletivo de advogados.
No Acórdão, o Tribunal da
União Africana considera ainda que "o Peticionário não prova o caráter
irreparável do prejuízo que a publicação do edital de citação emitido pelo
Ministério Público lhe poderia causar", sublinhando que "as meras
alegações de que não pôde gerir os seus negócios no estrangeiro devido à medida
de obrigação de permanência não são suficientes para demonstrar a existência de
tal prejuízo", pelo que decidiu indeferir "o pedido de medidas
cautelares".
Paralelamente à situação,
o coletivo dos advogados esclarece que a decisão do tribunal ainda não foi
final, o processo está em curso, lembrando que a queixa apresentada por
Domingos Simões Pereira visa estancar a arbitrariedade com que tem sido tratado
pelo Ministério Público, sob a liderança dos Procuradores Gerais da República
Fernando Gomes e Bacari Biai.
Notabanca; 13.08.2025



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