LÍDER PARTIDÁRIO DIZ QUE O PAÍS ESTÁ SEQUESTRADO E DENUNCIA EXISTÊNCIA DA FOME
O reeleito presidente do Partido da Libertação Social
(PLS) disse que a Guiné-Bissau está "fatigada" por ter sido
sequestrada por algumas pessoas, sem no entanto, apontar o dedo, afirmando
ainda que há fome no país.
Sadna Na Nghonha discursava, este domingo (22.06), no sector de Bula, região de Cachéu, norte da Guiné-Bissau, após a sua reeleição ao mais alto cargo do seu partido.
Dirigindo-se aos seu militantes, Sadna Na Nghonha
disse que não deveria haver fome na Guiné-Bissau, justificando que o país é
viável, dispondo dos recursos humanos competentes e capazes para se
desenvolver.
“A Guiné-Bissau é viável. É viável porque tem recursos
naturais que podem ser aproveitados para o benefício da população, mas o povo
guineense não goza destes recursos”, lamenta o político, sublinhando que “esses
recursos estão a ser usufruídos pelos estrangeiros”.
Nghonha promete libertar o o país das mãos dos “sequestradores”,
criticando que alguns políticos não respeitam o povo que os escolhem para
governar.
O líder do PLS, 45 anos, e pretendente candidato às
próximas eleições presidenciais, alerta aos políticos guineenses que, "se
a cultura do povo guineense não for respeitada nunca o país sairá das
desavenças”.
“Para respeitar um povo, tem que se respeitar
[primeiro] a sua cultura. Trouxeram-nos as culturas estrangeiras, e como é que
a sociedade não vai ter problemas?”, questiona Sadna Na Nghonha.
Para Na Nghonha, não se pode falar de uma sociedade
unida, tranquila, coesa e equilibrada, sem, no entanto, respeitar a sua
cultura.
O primeiro Congresso Nacional do Partido da Libertação
Social, teve lugar em Bula, norte da Guiné -Bissau entre 21 e 22 de junho, sob
o lema: “Unidade pela Justiça e Paz para o Desenvolvimento do País”.
Notabanca; 23.06.2025

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