segunda-feira, 23 de junho de 2025

LÍDER PARTIDÁRIO DIZ QUE O PAÍS ESTÁ SEQUESTRADO E DENUNCIA EXISTÊNCIA DA FOME

O reeleito presidente do Partido da Libertação Social (PLS) disse que a Guiné-Bissau está "fatigada" por ter sido sequestrada por algumas pessoas, sem no entanto, apontar o dedo, afirmando ainda que há fome no país.

Sadna Na Nghonha discursava, este domingo (22.06), no sector de Bula, região de Cachéu, norte da Guiné-Bissau, após a sua reeleição ao mais alto cargo do seu partido.

Dirigindo-se aos seu militantes, Sadna Na Nghonha disse que não deveria haver fome na Guiné-Bissau, justificando que o país é viável, dispondo dos recursos humanos competentes e capazes para se desenvolver.

“A Guiné-Bissau é viável. É viável porque tem recursos naturais que podem ser aproveitados para o benefício da população, mas o povo guineense não goza destes recursos”, lamenta o político, sublinhando que “esses recursos estão a ser usufruídos pelos estrangeiros”.

Nghonha promete libertar o o país das mãos dos “sequestradores”, criticando que alguns políticos não respeitam o povo que os escolhem para governar.

O líder do PLS, 45 anos, e pretendente candidato às próximas eleições presidenciais, alerta aos políticos guineenses que, "se a cultura do povo guineense não for respeitada nunca o país sairá das desavenças”.

“Para respeitar um povo, tem que se respeitar [primeiro] a sua cultura. Trouxeram-nos as culturas estrangeiras, e como é que a sociedade não vai ter problemas?”, questiona Sadna Na Nghonha.

Para Na Nghonha, não se pode falar de uma sociedade unida, tranquila, coesa e equilibrada, sem, no entanto, respeitar a sua cultura.

O primeiro Congresso Nacional do Partido da Libertação Social, teve lugar em Bula, norte da Guiné -Bissau entre 21 e 22 de junho, sob o lema: “Unidade pela Justiça e Paz para o Desenvolvimento do País”.

Notabanca; 23.06.2025 

 

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