API DIZ QUE SISSOCO É "PRESIDENTE CESSANTE" COM UM GOVERNO DESORIENTADO
O ambiente político está tenso na Guiné-Bissau e ganhou, esta quarta-feira
(29.01), novos contornos, com o pronunciamento da coligação eleitoral Aliança
Patriótica Inclusiva (API - Cabas Garandi), que considerou
"irresponsável" a pretensão do Governo em propor a realização das
eleições legislativas e presidenciais, entre outubro e novembro deste ano.
Para além de denunciar que não se trata de competências do Executivo, mas sim da Comissão Nacional de Eleições (CNE), com a participação dos partidos políticos, a coligação eleitoral chama de "abutres" aos membros de um Governo que "mata o povo" e não dispõe de qualquer controlo sobre os produtos de primeira necessidade.
API lembra que o arroz Nhelem partido e perfumado chega a ser vendido por
30.000 Francos CFA.
Como porta-voz da coligação, Agostinho da Costa, secretário nacional da
Assembleia do Povo Unido-Partido Democrático da Guiné-Bissau (APU-PDGB),
liderado por Nuno Nabiam, disse que Sissoco Embaló, é responsável das
"barbaridades" na Guiné-Bissau, porque "é ele quem manda em tudo
isso".
O político recuou no tempo para lembrar que o "período de graça"
para Umaro Sissoco Embaló está no fim e ele tem de dar respostas sobre quem
trouxe o avião da droga à Guiné-Bissau, porque é ele quem "controla"
toda a segurança do Estado no país.
“Somos anti-violência e queremos a paz numa sociedade multi-étnica. Uma
sociedade sem qualquer distinção de raça. Agora, há tentativa de dividir as
pessoas e a responsabilidade é de Sissoco Embaló. Ele será responsável por tudo
que está a instrumentalizar no país”, advertiu Agostinho da Costa.
Notabanca; 28.01.2025



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