MERCADO CENTRAL DE BISSAU REGISTA FRACA AFLUÊNCIA DE CLIENTES
Os ocupantes do Mercado Central queixam-se de falta de clientes e alguns até já encerraram as suas portas, devido a dificuldades de pagamento das faturas de arrendamento e eletricidade.
As preocupações dos ocupante do chamado “Feira de Praça” foram reveladas a ANG,, esta segunda-feira na sequência de uma auscultação sobre o ambiente de negócio no mais moderno mercado nacional, um prédio de três pisos.
Pedro Cá, gerente de um dos restaurantes aberto no mercado, disse que o rendimento não compensa as despesas de funcionamento no referido mercado.
“Pagamos de arrendamento mensal 500 mil fcfa mas deparamos com fraca afluência de clientes, e a maioria são os próprios ocupantes do mercado”, disse Cá que entretanto diz acreditar em dias melhores para os seus negócios.
Pedro Cá referiu que houve período em que trabalhavam até as 02 horas de madrugada, mas que agora encerram antes da meia noite.
“Alguns já fecharam as suas portas por causa do preço de renda, pagamento das taxas e da eletricidade”, disse.
A falta de clientela também preocupa outros utentes do Mercado Central nomeadamente as vendedeiras de legumes e frutas.
A responsável das vendedeiras, Isabel da Silva disse que convivem com bons e maus dias de negócios, para além de outros problemas que lhes tem prejudicado.
“O mercado está bem limpo e organizado, mas não tem ventiladores e faz muito calor na zona de legumes e frutas”, disse Isabel da Silva, que pede a abertura da câmara frigorífica do mercado para a conservação dos seus produtos.
As vendedeiras de frutas e legumes pagavam uma renda mensal de 09 mil francos cfa, com a intervenção do Presidente da República devem, a partir do mês em curso, passar a pagar 07 mil fcfa por mês.
Isabel Cá pede entretanto a Câmara Municipal de Bissau para impedir outras vendedeiras exercerem atividades nos passeios do centro da Cidade, para ocuparem os lugares vazios no mercado.
A ANG soube através de Fatumata Sillá vulgo Tucha , que os proprietários das lojas, antes pagavam 125 mil fcfa, mensalmente, depois baixaram para 80 mil fcfa, e a partir de Abril em curso passam a pagar por cada loja 50 mil fcfa.
Notabanca; 09.04.2024
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