DEMITIU-SE ELISABETH BORNE, PRIMEIRA-MINISTRA DE FRANÇA
Primeira-ministra desde 16 de maio de 2022, Elisabeth Borne apresentou, esta segunda-feira a sua demissão a Emmanuel Macron.A notícia foi confirmada pelo jornal francês Le Monde, que cita o Palácio Eliseu.
Numa publicação na rede social X (antigo Twitter), Emmanuel Macron esclarece que a primeira-ministra, Elisabeth Borne, apresentou a demissão e este aceitou-a.
“Senhora Primeira-Ministra, querida Elisabeth Borne, o seu trabalho ao serviço da nossa Nação tem sido exemplar todos os dias. Implementaram o nosso projeto com a coragem, o comprometimento e a determinação dos estadistas. De todo o coração, obrigado”, declarou o Chefe de Estado francês.
Na sua carta de demissão citada pelo Le Monde, Elisabeth Borne afirma ter liderado “um governo que realizou reformas essenciais” e explica que "pretendia que os textos financeiros fossem [referindo-se à ausência de maioria absoluta], adotados, em condições sem precedentes, no Parlamento da França" e “às preocupações dos franceses”.
Referiu ainda que era “mais necessário do que nunca continuar as reformas”. Disse ainda a Emmanuel Macron “o quão apaixonada foi por esta missão, guiada pela preocupação constante, que partilhamos, de alcançar resultados rápidos e tangíveis para os nossos concidadãos”, confirmando a “vontade” de Emmanuel Macron de “nomear um novo primeiro-ministro”.
O jovem ministro da Educação, Gabriel Attal, é apontado como o favorito a suceder-lhe. Aos 34 anos, este ministro seria o mais jovem chefe de governo da república francesa e o primeiro homossexual a assumir este cargo.
Recorde-se que já existia em França rumores de uma remodelação profunda do governo. Borne, era uma funcionária pública tecnocrata e tornou-se a segunda mulher a chefiar o governo francês como primeira-ministra em maio de 2022, depois de Macron conquistar um segundo mandato até 2027.
Os seus 20 meses como chefe de um governo sem maioria absoluta no Parlamento foram marcados por uma alta tensão política, como durante a reforma da Previdência imposta por decreto, e por um episódio de distúrbios urbanos em meados de 2023..
Notabanca; 09.01.2024

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