INEP CELEBRA 39º ANIVERSÁRIO COM REALIZAÇÃO DA Iª JORNADA DA “CIÊNCIA ABERTA”
O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisa promove entre 09 à 15 de Novembro a Iª Jornada da “Ciência Aberta”, sob o lema: “Uma Ciência Aberta para uma Transformação Inclusiva”, alusivas as celebrações dos 39 aniversários da existência da instituição.
Para assinalar a data da fundação desta instituição, segundo um documento entregue aos jornalistas, várias atividades foram programadas, nomeadamente palestras e Djumbais entre duas gerações de investigadores, no sentido de debaterem o passado, presente e futuro, exibição do filme Morto Nega, do cineasta guineense Flora Gomes, e ainda com apresentação de poesias e a animação Cultural.
O documento indica que as celebrações marcam ainda a preparação dos 40 anos do INEP em 2024 e os 100 anos do nescimento de Amilcar Lopes Cabral.
Ao presidir a cerimónia de abertura da Iª jornada da “Ciência Aberta”, a Secretária de Estado do Ensino Superior e Investigação Científica, disse que a celebração dos 39 anos do INEP simboliza um marco da memória colectiva nacional.
Para Hortência Francisco Cá, falar do INEP é falar de uma instituição que detem a memória coletiva nacional antes, durante e depois da luta de libertação.
Por isso, Hortência Francisco Cá apontou como desafio, a retoma de publicações das revistas da instituição, por forma a permitir os investigadores terem o espaço para divulgação dos seus trabalhos científicos e artigos de opinião, em vez de continuarem a publicar nos países vizinhos.
A Secretária de Estado do Ensino Superior e Investigação Científica prometeu trabalhar para que a instituição voltasse a ser reconhecida ao nivel nacional e internacional.
Respondendo aos jornalistas sobre a decisão do Governo de reintegrar os professores excluidos da Função pública pelo Governo anterior, Hortência Cá informou que os resultados do levantamento feito pelo Ministério da Educação Nacional apontam a existência de mais de 1000 (mil) professores fora do sistema do ensino guineense.
Interrogada se a reintegração desses vai cobrir as necessidades do Ministério da Educação Nacional disse que sim, e que a reintegração será feita de acordo com as vagas existentes.
Para o efeito, anunciou para próxima semana a abertura de concurso documental para os professores em causa.
DIRETOR-GERAL DIZ QUE FORAM 39 ANOS DE LUTA INTENSA PARA AFIRMAÇÃO DA INVESTIGAÇÃO CIENTÍFICA
O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisa(INEP), celebra hoje o seu aniversário, o seu Diretor-geral diz que foram 39 anos de lutas intensas para afirmação da investigação científica na Guiné-Bissau.
João Paulo Pinto Có falava no ato de abertura da Iª jornada da Ciência Aberta, sob o lema: “Uma Ciência Aberta para uma Transformração Inclusiva”, organizada no quadro das celebrações do 39/o aniversário da existência da instituição.
Afirmou que ao longo desse período, o INEP passou por momentos de glória, ao constar no mapa dos mais conceituados centros de investigação científica, não só ao nível da África Ocidental mas também do mundo.
“Chegou um dado momento em que as crises que o país enfrenta atingiram a instituição, mas continuou sempre firme no cumprimento da missão que motivou a sua criação, com produção de trabalhos e promoção de colóquios, debate de ideais, em busca de soluções para o progresso do país”, referiu.
Pinto Có acrescentou que esses trabalhos visaram a perceção do contexto e o tecido social, étnico e cultural da Guiné-Bissau.
Segundo Paulo Pinto Có, o INEP se depara com dificuldades de vária ordem que afectaram o seu funcionamento, sobretudo no que se refere aos recursos humanos e financeiros, por isso,diz, há muito tempo não conseguiu voltar a publicar a Soranda, considerada a maior revista cientifica da Guiné-Bissau
Mesmo assim, de acordo o Diretor-geral do INEP, os investigadores não deixaram de produzir artigos científicos, ensaios e publicação de livros fora do país.
“Os invetigadores do INEP publicaram os seus trabalhos em Portugal, Senegal, Brasil, Estados Unidos de América, Inglaterra entre outros países e através da oralidade nos debates que são promovidos pela instituição”, explicouo
Questionado se a falta de condições para divulgação dos trabalhos no país não terá desmotivado os investigadores, João Có disse que quando um lugar se depara com falta de meios para reunir as pessoas para debater ideias, cria realmente algum constrangimento.
“Mas, de hoje em diante, o INEP vai conhecer outra dinâmica e forma de reunir os investigadores, tanto permanentes como associados, para voltarem a publicar as revistas Soranda, Catchu Martel e coletar poemas, músicas e outros tipos de manifestações culturais”, garantiu o Diretor Geral do INEP.
Instado a dizer para quando se possa ter um Plano Nacional de Investigação, disse que a instituição já dispõe de um termo de referência e que, em breve, o país conhecerá o seu Plano Estratégico Plurianual, com informações sobre as atividades que prespectiva realizar dentro de um ou dois anos.
João Paulo Pinto Có apontou a restruturação do INEP como um dos maiores desafios para a conceção de um plano que permitirá publicações regulares, tanto ao nivel nacional assim como internacional.
O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisa conta atualmente com cerca de 40 investigadores.
Notabanca; 10.11.2023


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