SINDICATOS “FRENTE SOCIAL” ENTREGAM PROPOSTA PARA SUSPENSÃO DA GREVE
O porta-voz da Frente Social, que integra os sindicatos da educação e saúde, nomeadamente a FRENAPROFE, SINQUASS, SINETSA e SINDEPROF disse que entregaram quinta-feira ao governo uma proposta com 18 pontos para a suspensão da greve em curso nos dois sectores.
Sene Djassi que falava hoje em conferência de imprensa revelou que nas propostas entregues ao executivo,se destacam a reintegração e recenseamento dos técnicos novos ingressos excluídos do sistema de saúde pública, o pagamento de dívidas de subsídio de vela, de isolamento, de giz, de carga horária aos professores, entre outras reivindicações.
O porta- disse que a Frente Social pediu ao Governo para apresentar a sua contra-proposta.
Djassi referiu-se a necessidade de pagamento de retroactivos aos professores reclassificados que não foram contemplados no despacho do então Primeiro-ministro, Carlos Correia, em 2016, e da devolução do salário descontado aos professores no mês de junho de 2022.
Pede ao executivo para resolver a situação dos professores afetos a escola São Francisco de Assis, a efetivação dos técnicos novos ingressos de saúde, cujos processos se encontram no Ministério das Finanças e a conclusão do processo de efetivação dos profissionais de saúde de 2014/2015 que se encontra no gabinete do Primeiro-ministro.
“ A resolução das irregularidasdes provenientes da aplicação do Estatuto da Carreira Docente ( contagem de tempo de serviço de diuturnidade, de subsídio de giz e de isolamento e de indefinição salarial),”acrescentou.
Sene Djassi ainda pede
ao governo o desbloqueamento do
salário dos professores e
técnicos de saúde em regime legal, e
exige a nomeação, mediante concurso
público, dos directores-gerais,
secretários-gerais,inspectores-gerais,directores regionais e das escolas
e dos hospitais e centros de
saúde pública.
Aconselha a revogação d a decisão governamental relativo ao despacho número 36 do Primeiro-ministro, de 2022, que determinou a suspensão de novas admissões nos sectores da educação e saúde.
Djassi ainda pediu a revogação do Despacho do Primeiro-ministro que manda retirar da base de dados da educação 568 professores das escolas em regime de auto-gestão e dos médicos em especialição por conta própria.
Pediu que haja realização de seminários de capacitação aos profissionais de saúde e educação e reativação das comissões de estudo aos docentes mediante atribuição de subsídio.
Notabanca; 11.11.2022
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