LÍDER DO PAIGC DÁ CARTÃO VERMELHO AO GOVERNO DE NUNO NABIAN
"Quando não se conseguiu fixar as eleições nos 90 dias depois da dissolução do Parlamento estávamos a violar lei. Foram fixadas para o dia 18 de dezembro, estamos em Novembro e o recenseamento ainda não começou, estamos a violar a lei “disse, para de seguida afirmar: "ouvimos dizer agora que vai-se fixar uma nova data. É fundamental lembrar que antes de se fixar uma nova data, é preciso reconhecer que este executivo não só é ilegal como também é incompetente, incapaz. Por isso, é preciso tirar ilações em relação a isso".
De regresso ao país, após dois meses em Portugal, Simões Pereira transmitiu aos jornalistas que o PAIGC vai dar a sua contribuição no sentido de a Guiné-Bissau voltar à normalidade constitucional.
Questionado pela imprensa sobre a nova data para realização do congresso do partido, Pereira diz que o assunto vai ser debatido hoje na reunião do Comité Central do partido.
"Hoje vamos ter uma reunião do Comité Central e provavelmente vão sair elementos concretos sobre o congresso" acrescentou.
Em relação à situação da crise social que se vive no país, o antigo primeiro-ministro afirma que os sectores sociais nunca fizeram parte da agenda das atuais autoridades.
O governo admitiu a impossibilidade de realizar as eleições legislativas antecipadas no dia 18 de dezembro. De lá para cá, os guineenses continuam a aguardar pela marcação de uma nova data de ida às urnas por parte do chefe de Estado, Umaro Sissoco Embalo.
Esta quinta-feira, 10 de novembro, o ministro da Administração Territorial da Guiné-Bissau, Fernando Gomes, anunciou para o dia 10 de dezembro o início de recenseamento eleitoral no país.
Notabanca; 111.11.2022

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