terça-feira, 1 de novembro de 2022

AGNELO REGALA REELEITO PRESIDENTE DA UNIÃO PARA MUDANÇA

A União para a Mudança (UM) vai continuar a lutar pela implantação de uma nova ética política baseada no primado da legalidade e da competência, na transparência da vida pública, na dignificação da função pública, na responsabilidade ativa e passiva dos agentes públicos, na gestão rigorosa e criteriosa dos recursos nacionais e no respeito pela dignidade do cidadão.

A promessa foi feita pelo lider desta formação política, Agnelo Augusto Regala   por ocasião da abertura do Vº Congresso da União para a Mudança, realizado no passado fim de semana.

A moralização da vida pública, diz Regala, será uma pedra mestra da ação da UM porque “fazer política é estar ao serviço dos interesses da comunidade e do país, na promoção dos Direitos Fundamentais inalienáveis e imprescindíveis do Homem”. 

"Para o nosso partido, o respeito da legalidade democrática, plasmada na Constituição da República é um objetivo pelo qual devemos continuar a lutar intransigentemente, para que possamos construir um Estado verdadeiramente democrático, onde se afirme o império da lei, pondo assim um fim definitivo às tendências e derivas ditatoriais, que comprometem o bom nome da Guiné-Bissau”, disse

Para o líder da UM, o desrespeito a legalidade democrática constituem uma forma de amordaçar e silenciar as vozes críticas patrióticas guineenses e a favorecer o recrudescimento de práticas nefastas para a governação e para a sociedade, como sejam os males da corrupção e do narcotráfico.

Segundo Agnelo Regala para comprovar tudo isso, basta ter em conta o recente escândalo da droga apreendida em que surgem acusações sobre o alegado envolvimento em práticas de narcotráfico de altas figuras do Estado guineense, o que volta a colar a Guiné-Bissau ao “triste e desonroso epíteto de narco-Estado”. 

A União para a Mudança exige que toda a luz seja feita sobre mais este caso e que os alegadamente envolvidos sejam levados à justiça e devidamente responsabilizados.  

Ainda na mesma alocução, o presidente cessante referiu que a persistente tentativa a que têm vindo a assistir, de desestruturação do aparelho do Estado, não visa outra coisa, senão abrir o caminho e continuar a encobrir impunemente o narcotráfico, o crime organizado, o nepotismo e o clientelismo, que caracterizam a atual governação do país.

Por essa razão, a União para a Mudança considera que a Justiça tem que se assumir como o pilar de um Estado de Direito Democrático e afirmar a sua independência em relação ao poder político. 

Regala sustenta que a tutela do poder judicial pelo poder político, como tem acontecido no nosso País desde a independência, levou à instrumentalização do poder judicial mesmo para a defesa de interesses nem sempre legítimos e muito menos legais, e como consequência dessa atuação, regista-se uma perda acentuada do prestígio das instituições judiciais bem como o enfraquecimento da consciência da legalidade por parte de cidadãos, que “deixaram de acreditar na justiça”.

Agnelo Regala foi reeleito presidente da União para Mudança.



Notabanca; 30.10.2022            

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