SUBIDA DOS PREÇOS DOS PRODUTOS NOS MERCADOS DA GUINÉ-BISSAU
O Secretário-geral da Associação dos Consumidores de Bens e Serviços (Acobes), criticou hoje que os direitos do consumidor guineense está a ser violada a todos os niveis, tendo pedido a criação de uma lei, por parte do Estado, que protege os comsumidores e penaliza os comerciantes desleais.
Bambo Sanhá falava por ocasião do Dia Internacional de Direito do Consumidor, que se assinala hoje sob o lema: “Finanças Digitais Justas”.
A celebração deste ano tem o propósito de apelar às respostas das organizações de consumidores ao apoio a pretensão do direito aos serviços financeiros seguros e justos que todos os consumidores têm.
Sanhá frisou que os consumidores continuam sem protecção no país salientando que, por isso, evocaram algumas situações anormais que estão a acontecer no mercado nacional, para que possam merecer a preocupação dos governantes da Guiné-Bissau, uma vez que, segundo ele, o papel do governo é de trabalhar, essencialmente, em apoio a população.
Bambo Sanhá lamentou a passividade da população consumidora, ao contrário de outros países onde existem movimentos sociais que, enquanto eleitores, exigem aos governantes , quando os seus direitos não são respeitados.
Disse que vão continuar a pressionaer para que haja medidas compensatórias que podiam minimizar o impacto da pandemia da Covid-19 sobre os preços dos bens da primeira necessidade.
“Ou seja um governo não pode pensar que pode sobreviver só com taxas e impostos provenientes das Alfândegas, uma vez que tudo o que o comerciante pagar no despacho da sua mercadoria vai descontá-lo no cidadão consumidor para obter o seu lucro”, explicou.
Sanhá lamentou a situação do consumidor guineense e diz que, além de não exigir os seus direitos os mesmos não são respeitados pelas autoridades competentes.
A título de exemplo, disse que um quilograma de açucar, que devia custar 600 francos custa entre 700 a 900 francos cfa. Acrescentou que óleo alimentar, farinha e carne todos estão acima dos preços fixados pelo Ministério do Comércio, que não consegue contornar a situação até agora, apesar das deligências da Acobes.
O Secretário-Geral da Acobes disse que a população consumidora guineense está a mercê dos comerciantes, uma vez que o país não dispõe de um laboratório de análise dos produtos que entram de uma forma duvidosa, sem certificados de origem e de qualidade, sem condições de conservação.
Sanhá indicou, a título de exemplo, os casos de ovos, maioneses e latarias,que são expostos para venda em mãs condições.
Notabanca; 15.03.2022
Sem comentários:
Enviar um comentário