01 ANO APÓS O RAPTO E TORTURA DE JORNALISTA E BLOGGER ANTÓNIO ALY SILVA TUDO CONTINUA SEM JUSTIÇA
- A Liga Guineense dos Direitos Humanos, que denunciou o ataque na terça-feira, foi a primeira organização a condenar “com firmeza este acto criminoso” e exigiu “das autoridades nacionais a abertura de um inquérito urgente com vista à identificação e tradução à justiça dos autores deste acto hediondo”.
Partidos políticos unânimes:
- No campo político, o Movimento para a Alternância Democrática da Guiné-Bissau (Madem-G15), segundo partido mais votado nas eleições de 2019, que apoiou a campanha de Úmaro Sissoco Embaló e integra o Governo, condenou “com veemência o ocorrido e apela para o respeito dos direitos nobres, como liberdade de expressão e informação, direito à vida e integridade física dos cidadãos e segurança". O partido, liderado por Braima Camará, pediu também ao Ministério Público para que proceda "à devida investigação para apurar responsabilidades".
- O PRS, também do arco do poder e terceira força mais votada, disse em comunicado que “seja quais forem as motivações, tal como no passado, o PRS não deixa de condenar veementemente actos de justiça privada, iniciativas que, aliás, não se enquadram nos ideais que enformam a nossa filosofia política e muito menos o ideário político advogado pela grande família Internacional Centrista, da qual fazemos parte".
- - Na oposição, o PAIGC, partido mais votado nas eleições de 2019, escreveu em comunicado horas depois do ataque a Aly Silva que “repudia e condena, veementemente, mais um acto cobarde e bárbaro, perpetrado pelos actuais detentores do poder na Guiné-Bissau, que, disfarçados em esquadrões de rapto e espancamentos, têm estado a incitar o uso da violência contra cidadãos indefesos, atos que podemos classificar de autêntico terrorismo de Estado". O partido considerou "inqualificável e intolerável" que num Estado de Direito democrático "persistam actos de perseguição aos cidadãos que somente têm exercido uma das liberdades fundamentais, consagradas na Constituição e nas leis da República, nomeadamente liberdade de expressão".
- A União para a Mudança, também na oposição, afirmou estar "profundamente indignada com os repetidos actos ignóbeis de sequestro e espancamento perpetrados por um grupo fardado e armado, instrumentalizado por forças ocultas e cobardes sobre cidadãos indefesos” e condenou “veementemente a agressão". Por sua vez, reunida de emergência para analisar o rapto e espancamento do veterano jornalista guineense, condenou com "veemência o rapto e o espancamento do cidadão, jornalista e bloguista António Aly Silva" e exigiu às "autoridades a adoção de medidas urgentes e apropriadas com vista à descoberta dos autores deste hediondo acto”.
- A Ordem dos Advogados da Guiné-Bissau e o Sindicato dos Jornalistas e Técnicos da Comunicação Social condenaram o acto e pediram que os seus autores sejam levados à justiça, lembrando que este caso é mais um de outros contra activistas e a imprensa no país no último ano.
- A Associação de Jornalistas de Cabo Verde também repudiou o ataque, pediu a intervenção dos órgãos da classe e prometeu apoiar Silva, junto de organizações internacionais da classe.
Tudo pode resultar-se em erros ou mal. Mas, a coisa mais certa é a justiça divina. Meu caro amigo e colega de profissão Aly Silva, a justiça divina tarda, mas chega impreterivelmente.
Deus no comando.
Notabanca; 10.03.2022
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