quinta-feira, 13 de janeiro de 2022

PRODUÇÃO DE PETRÓLEO ATINGE 374,8 MILHÕES DE BARRIS EM 11 MESES

A produção de petróleo em Angola atingiu 374,8 milhões de barris de Janeiro a Novembro de 2021, com uma média diária de 1,1 milhões de barris.

Caso a produção de Dezembro feche em 35 milhões de barris, números próximos do período homólogo de 2020, os níveis poderão chegar aos 409,8 milhões de barris/ano.

Os cálculos foram compilados pela ANGOP, com base nos relatórios mensais publicados pela Agência Nacional de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANPG), disponíveis no seu site oficial.

Em 2020, a produção do crude atingiu os 465 milhões 354 mil 261 barris, com uma média de 1.2 milhões de barris/dia.

Em 2021, Angola não conseguiu chegar às previsões de 1,2 milhões de barris por dia, ficando nos 1,1 milhões.

Com este declínio, Angola perdeu cerca de 115 mil barris/dia, causando perdas diárias de receitas de seis milhões de dólares, de acordo com o director executivo da PetroAngola (provedora de informação sobre Petróleo e gás), Patrício Quingongo, durante a conferência internacional sobre Petróleo, Gás e Energias Renováveis, realizada em Outubro de 2021.

Cálculos dão conta de que Angola terá perdido 41,9 milhões de barris, em 365 dias, com milhões de dólares também perdidos, tendo o declínio resultado da falta de investimentos nos segmentos da prospecção, pesquisa e exploração.

Apesar dos números, ainda há possibilidade de recuperação, com a retoma de grandes projectos que podem aumentar o volume de produção diária.

Em entrevista recente à publicação "The Energy Year", o ministro dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás, Diamantino Azevedo, disse que estão a ser implementadas medidas para se aumentar a eficiência e fortalecer a actividade petrolífera.

Apontou a criação de condições e um ambiente capaz de captar novos investimentos, que busquem contribuições para o aumento das reservas e produção de óleo e gás.

Ainda entre as medidas, fez menção da redução de paradas não programadas, o acompanhamento dos programas de manutenção do operador em campo e a realização de reuniões técnicas com o objectivo de garantir a produção de acordo com o estabelecido.

Defendeu o cumprimento de programas de manutenção, inspecção e auditorias técnicas, para garantir a eficiência e integridade operacional das usinas e, se possível, dentro dos prazos estabelecidos, monitorizar o cumprimento do programa de manutenção para todos os blocos em operação.

A medida, segundo o ministro, visa estabelecer uma estratégia de coordenação nos programas de intervenção e manutenção planeada, com o objectivo de garantir a optimização das operações e a redução das paradas não programadas e, consequentemente, diminuir o seu impacto na produção e custo.

Diamantino Azevedo advogou igualmente o desenvolvimento de recursos em campos maduros, o fomento do  desenvolvimento dos campos marginais, de novas oportunidades e de acordo com o Decreto 6/18 e a exploração em áreas de desenvolvimento através do Decreto 5/18.

O  Decreto 6/18 define os incentivos e os procedimentos para a adequação dos termos contratuais e fiscais aplicáveis às zonas marginais qualificadas, enquanto o Decreto 5/18 estabelece o regime jurídico sobre as actividades de pesquisa adicional às áreas de desenvolvimento de concessões petrolíferas.

Angola é, actualmente, o terceiro maior produtor de petróleo em África, a seguir à Nigéria e Líbia.

Notabanca; 13.01.2022

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