JULIANO FERNANDES ENDEREÇA CARTA AO PRESIDENTE MACKY SALL
Sua Excelência Presidente Macky Sall, povo irmão do Senegal,Não olhem pela vossa inteligência, aparente, falsa e teoricamente, "superior" à do povo da Guiné-Bissau.
Se, por acaso, se deparam, momentânea e circunstanciadamente, com atores políticos treslocados, com relação ao amor que deveriam nutrir para com o povo de seu próprio país que em neles confiam para dirigir os seus destinos, não pensem, nem confiem, em que esse povo está dopado ou sedado.
O povo senegalês e o povo guineense já se relacionam, num quadro de perfeita e harmónica irmandade, desde há centenas de anos, entrelaçando-se e confundindo-se, como se de um único povo se tratasse, muito, mas muito mesmo, de os atuais Presidentes do Senegal e da Guiné-Bissau que, por contingência, se lhes colocaram pela frente, nascerem.
Aconselho, por isso, que, nas nossas relações de irmandade, familiaridade e vizinhança não aproveitemos da "cegueira e insensatez" de uns para firmar "acordos"(?) que representem certificados de incompetência aos de lado de cá, ludibriagem e faltem ao respeito ao povo irmão da Guiné-Bissau.
Por favor, interpretem e sejam sensíveis aos sinais de repúdio inaceitação do vilipendiante acordo e voltem atrás para, sim, preservarem essas relações que só podem aproveitar aos dois lados.
Não confiem, nem durmam à sombra de que, engendrando o dito acordo, da forma como o conseguiram, diante de quem, em princípio, e salvo o devido respeito, estaria com sonolência e apneia, lograram vantagens e irreversibilidade, à luz do direito internacional de tratados, contratos, acordos, etc. Saibam - sabem-no, com certeza, que o que é mau e não se consegue contornar de uma maneira, porque mau, muito mau, consegue-se de outra forma.
Os dois povos, porque irmanados, jamais permitirão veleidades destrutivas de suas relações seculares por parte de responsáveis políticos fugazes e passageiramente, detentores das rédeas do poder.
O meu conselho: façam tábua rasa do "famoso acordo" e voltemos ao ponto de partida para aquilatar da necessidade e pertinência de haver acordo, ou não.
Em minha opinião sincera, não há necessidade disso. Cada país, cada povo prospeta, explora e gere os seus próprios recursos.
Tenhamos presente o seguinte: quando, em 1960, Salazar e De Gaule assinaram o acordo de delimitação fronteiriça marítima, entre o Senegal (já independente. Um absurdo, portanto) a, então, Guiné Portuguesa, tanto a França, quanto Portugal, eram potências e administrações coloniais.
Então, nessa condição e com esse estatuto, não se importavam com aquilo que são, hoje, os interesses superiores, genuínos e coletivos dos povos nativos (hoje independentes, soberanos e autodeterminantes da Guiné-Bissau e do Senegal).
Veio o lendário Nino Vieira, em contexto e ambiente politicoconstitucional de partido único e concentração de poder, em que o chefe de estado, era, ao mesmo tempo, chefe de governo, e assinou acordo mau para a Guiné-Bissau. Por favor, não confundamos a época e o contexto colonialista e monolítico político, com o atual em que professamos, e bem e irreversivelmente, a democracia, as liberdades fundamentais e o estado de direito democrático.
Ontem e hoje são, diametralmente, opostos (oposite, no behind, no between, em inglês).
Son Excellence Maître Macky Sall, Président de la République frère du Sénégal,
prennez, s'il Vous plait, en considération ce-ci. On n'est pas dans une logique ou perspective de réussir à bien "marchander" ou à bien "wahaller"! Il s'agit, bien evidemment, d'un sérieux affaire qui concerne la survivence et la soutenabilité de toute un peuple. Tenho aconselhado e dito.
Juliano Augusto Fernandes
Força os inteletuais guineenses. Uni- vos! A Guiné-Bissau já mais seria anexada por quem quer que seja. Pela Pátria haviamos jurado
ResponderEliminarCoragem Dr. Juliano A. Fernandes. Abraço de um Combatente da Liberdade da Pátria.