PAIGC ESPERA CONVITE DO PR PARA
FORMAR NOVO GOVERNO ENQUANTO MADEM G-15 AFIRMA QUE MAIORIA PARLAMENTE JÁ
DESCOLOU-SE
A Guiné-Bissau volta nesta semana em actualidade nos ouvidos e na boca do mundo. A política marcha em frente.

O PAIGC afirmou
hoje que, como vencedor das eleições legislativas de 10 de Março 2019, conta
fazer parte e assumir a governação da Guiné-Bissau.
Maria Odete Costa Semedo proferiu as afirmações à saída de um encontro dos partidos com assento parlamentar com o Chefe de Estado, tendo afirmado que, por isso, deve ser o seu partido a dirigir o próximo Governo.
“Durante a audiência, abordamos vários assuntos sobre a actual situação sociopolítica do país e para o efeito, vamos analisar profundamente tudo o que foi discutido com base naquilo que foi o teor da audiência de hoje”, informou.
A Guiné-Bissau volta nesta semana em actualidade nos ouvidos e na boca do mundo. A política marcha em frente.

O PAIGC afirmou
hoje que, como vencedor das eleições legislativas de 10 de Março 2019, conta
fazer parte e assumir a governação da Guiné-Bissau.Maria Odete Costa Semedo proferiu as afirmações à saída de um encontro dos partidos com assento parlamentar com o Chefe de Estado, tendo afirmado que, por isso, deve ser o seu partido a dirigir o próximo Governo.
“Durante a audiência, abordamos vários assuntos sobre a actual situação sociopolítica do país e para o efeito, vamos analisar profundamente tudo o que foi discutido com base naquilo que foi o teor da audiência de hoje”, informou.
Questionado
sobre se o Presidente da República convidou o PAIGC para formar um novo
Governo, na qualidade de vencedor das eleições legislativas, Odete Semedo disse
que não, salientando que ainda não se chegou à esta etapa, tendo afirmado que
ainda estão a analisar questões de base.
“Analisamos
a questão da Assembleia Nacional Popular a sua queda ou não e neste momento o
PAIGC não tem nenhum poder para decidir sobre a matéria. Se fôssemos dado essa
oportunidade a solução seria outra”, disse.
“Ganhamos as eleições legislativas, temos um
acordo de Incidência Parlamentar que levou a aprovação do nosso programa no
hemiciclo e o que resta é voltáramos para a nossa casa para analisar a situação
para o bem do país, porque o PAIGC quer
ser parte de solução”, disse.
Por seu
turno, o Coordenador do Movimento para Alternância Democrática (MADEM G-15),
disse que mostrou a sua disponibilidade e determinação ao Chefe de Estado de
cumprir o Acordo de Incidência Parlamentar assinado entre o seu partido e o
Partido da Renovação Social (PRS), e agora com o partido Assembleia do Povo
Unido (APU-PDGB)
Braima
Camará frisou que entregaram ao Sissoco Embaló as copias dos referidos acordos,
salientando que no sistema político guineense a dinâmica parlamentar é que
determina quem governa uma vez que hoje não é segredo para ninguém que a
maioria parlamentar deslocou-se.
“É preciso
que as instituições funcionem uma vez que ninguém está acima da Constituição da
República. Estamos à vontade, uma vez que o nosso partido, no cenário político
actual, é o representante da maioria, em consequência da crise interna no PAIGC”,
sublinhou.
Disse que os
problemas internos deste partido não podem continuar a ser um bloqueio à
Guiné-Bissau, acrescentando que esperam que o Presidente da Assembleia Nacional
Popular venha a ter a coragem e honestidade intelectual de ser fiel à
Constituição da República e ao Regimento da ANP, agendando a discussão do
programa do governo, uma vez que “ninguém tem direito de pôr em causa o mandato
dos deputados”.
Jorge Malu,
um dos vice-presidentes do PRS, disse que foram chamados para consultas constitucionais,
e que o Chefe de Estado, como garante da estabilidade, uma das condições
indispensáveis para o desenvolvimento de qualquer que seja o país, fizeram
análises do último comunicado da Comunidade Económica dos Estados da África
Ocidental (CEDEAO) .
“O Chefe de
Estado chamou-nos a atenção para tentar
no máximo criar um consenso a nível dos partidos políticos para poder garantir
uma boa governação. E decidimos testemunhar ao Presidente da República que o
PRS, enquanto assinante do acordo de Incidência Parlamentar, está imbuído de um
espírito que o mantenha na linha de fidelidade ao acordo assinado com o Madem-G-15 e APU-PDGB”, disse.
Na
auscultação tomaram parte só partidos com assento parlamentar, com a excepção
do Partido União para a Mudança (UM).












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