Em entrevista exclusiva à ANG após o comício popular na seção de Morés sector de Mansaba região de Oio, na sexta-feira, Djá disse que a Guiné-Bissau tem que saber defender o seu interesse e definir quem são os seus aliados naturais e de circunstâncias.
“Pensamos que isso é
extremamente importante para podermos, de facto, consolidar a nossa soberania,
independência e integridade territorial”, informou.
Baciro Dja frisou que é
preciso que a Guiné-Bissau tenha voz, com dignidade, no concerto das nações
sobretudo na organização subregional, uma voz que defenda a soberania do país., prometendo
assim trabalhar a diplomacia externa.
Prometeu que enquanto
comandante em chefe das Forças Armadas, colaborar com o governo para a
conclusão do projeto de reforma no setor da Defesa e Segurança iniciado quando
era o primeiro-ministro, a fim de poder impulsionar a reforma profunda na
administração pública.
“Quando temos um Estado com
esses elementos é que podemos almejar um Estado social. E um Estado social não
pode se resumir num Estado parternalista”, refiriu Dja.
Garantiu usar sua magistratura
de influência junto do governo, e uma diplomacia económica para poder criar
riquezas através da agricultura e agro-indústria.
“A Guiné-Bissau não pode ser
um Estado paternalista que tem assalariados onde a maioria das despesas do país
vai para pagar salários. Temos que criar riqueza e isso deve ser na base de
agricultura e agro-indústria e na criação de emprego”, disse Baciro Dja.
O candidato prometeu trabalhar
para que o país tenha uma educação de qualidade porque no seu entender, não há
nenhum Povo livre se não ser culto, acrescentando que é preciso dar aos
guineenses oportunidades de estudar sobretudo mulheres que é a maioria da população.
Considerou de grave, o uso de
símbolos religiosos e étnicos utilizados por alguns candidatos, que segundo
ele, visa tirar proveito étnico no voto, justificando que quando as pessoas
estão a agarrar a identidade coletiva é porque têm medo de perder a identidade
individual.
“Esses candidatos estão a
trazer aspetos religiosos e étnicos. Quando colocaram esses símbolos que não
são seus hábitos, neste sentido estão a chamar a atenção de alguma religião ou
etnia, aquilo que dizemos projeto de identificação projetiva” ,disse.
O igualmente líder da FREPASNA
disse que o problema entre o José Mário Vaz e Domingos Simões Pereira são
assuntos meramente pessoais e de clientelismo político, sublinhando que
pretende ter um debate entre ele e os dois “para poder esclarecer algumas
situações para que o povo tire ilações”.
Salientou que a sua luta
política não é só para ir buscar o poder ou dinheiro, mas sim que é ideológica,
de convição, valores e princípios, justificando que são esses valores que lhe
difere de muitos dirigentes.
Acusou o governo liderado por
Aristides Gomes de ter trazido os brasileiros, a fim de fazerem o apuramento
dos resultados das presidenciais marcadas para 24 de novembro na Comissão
Nacional das Eleições (CNE), acusando igualmente ao PAIGC de ter pessoas do seu
Gabinete Estratégico nas Comissões Regionais de Eleições (CREs) e no Gabinete
Técnico de Apoio ao Processo Eleitoral (GTAPE).
Baciro Djá acrescentou ainda
que os guineenses compreendem que essas eleições presidenciais são cruciais
para a vida de todos e para estabilização do país e do Estado, por isso pede
aos eleitores para votarem “no candidato que tem mais cultura de Estado e mais
experiência política”.
Notabanca,
18.11.2019
Sem comentários:
Enviar um comentário