sexta-feira, 7 de junho de 2019

“ESTADO TEM CONDIÇÕES DE APLICAR SALÁRIO MÍNIMO DE CEM MIL FCFA, SE FOR COMBATIDA A CORRUPÇÃO”-UNTG
O secretário-geral da União Nacional dos Trabalhadores da Guiné, Júlio Mendonça, reafirmou hoje, 06 de Junho de 2019, que o Estado da Guiné-Bissau está em condições de aplicar o salário mínimo de cem mil (100 000) francos CFA – cerca 152 euros, caso for combatida a corrupção no aparelho do Estado.
Júlio Mendonça fez esta declaração no final de uma marcha pacífica iniciada na rotunda de Chapa de Bissau e que culminou em frente à Sede Nacional da União Nacional dos Trabalhadores da Guiné com um mega comício dos líderes sindicais. A marcha juntou cerca de duas centenas de funcionários com dísticos com seguintes dizeres: “Basta a escravatura e o sofrimento dos trabalhadores da administração pública’’, manifestação dos trabalhadores para conquista da dignidade e o respeito social’’. E repetiam em coro “salário mínimo de cem mil, abaixo os deputados, a baixo ladrões, terça, quarta e quinta-feira greve”.  
Júlio Mendonça acredita que se for combatida a corrupção em todas as instituições do Estado, começando pelas escolas, ministérios e instituições da soberania o Estado guineense terá condições de pagar salário mínimo de cem mil a todos os seus funcionários.
O sindicalista disse que pesar de pouca adesão à marcha por parte dos funcionários públicos, as direções das duas maiores centrais sindicais estão determinadas em continuar suas reivindicações através de greves e manifestações públicas para exigir o respeito social aos servidores públicos.
“Temos a consciência que nestas situações nem todos estão preparados para encarar os desafios, mas compreendemos tendo em conta que é a primeira vez que fomos confrontados com esta situação de duas marchas no mesmo dia. Vamos continuar a nossa luta não vamos nos abalar com comentários políticos”, disse o sindicalista Júlio Mendonça.
Para O Democrata, citando o secretário-geral da Confederação geral dos sindicatos Independentes da Guiné-Bissau, Malam Ly Baldé as ondas de paralisação só vão cessar se o governo cumprir com os pontos constantes no caderno de reivindicação de centrais sindicais.
“Os professores só vão a sala de aulas se forem respeitados os seus direitos”, vincou. Revelou, no entanto, que na próxima paralisação a empresa de Eletricidade e Águas de Guiné-Bissau (EAGB) tomará parte e exorta por isso a união e adesão de todos os funcionários públicos à greve. Malam Ly defende, contudo, pagamento de salários, a implementação do estatuto da Televisão da Guiné-Bissau (TGB) e a entrada na função pública mediante concurso público.
Notabanca; 07.06.2019

4 comentários:

  1. E se até agora estamos a viver uma corrupção em velocidade do cruzeiro. porque não esperar quando for combatida a corrupção implantado pelo regime jomav?- porquê não esperar um governo legitimo? Porquê não exigir nomeação do novo premeiro ministro. Todos nós queremos salário mínimo de 100.000 fcfa. Devemos juntar numa só voz e pedir nomeação urgente do novo primeiro ministro e consequente formação de governo. Viva a política! Viva a democracia! Viva a Guiné Bissau...

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  2. Júlio Mendonça não deixe que o Malan Ly te leve nas suas águas de corrupção. Porque todo mundo já sabe que ele foi corrompido, e tornou um homem sujo por ter recebido a viatura do homem mais corrupto na história da Guiné Bissau, Concelho de um amigo, abraço.

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  3. A Guiné Bissau não condições de pagar salários de 100.000 fcfa como mínimo nacional nem daqui a 10 anos. Sejam realistas e objetivos senhores sindicalistas. O sindicalismo deve fazer-se equidistante dos vários interesses em ocorrência.

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