O Bureau Político PAIGC, repudiou a forma violenta como as forças da ordem
reprimiram a manifestação estudantil ocorrida sexta-feira passada, em Bissau.O repúdio do maior partido guineense vem expressa nas resoluções da segunda reunião extraordinária do BP, realizada no Domingo em Bissau, à que ANG teve acesso.
Bureau Político (BP) dos libertadores exige a imediata abertura de um exaustivo inquérito que possa apurar e responsabilizar os autores desta condenável acção, e que provocou ferimentos graves à alguns manifestantes.
Na reunião, o Presidente do PAIGC, Domingos Simões
Pereira abriu a sessão dos trabalhos com
algumas considerações sobre o momento político actual e das
responsabilidades acrescidas que incumbem os órgãos estatutários do Partido na
assumpção de alguns posicionamentos, nomeadamente, de possíveis coligações com
outras forças políticas, tendo em conta as próximas eleições legislativas.A Segunda Reunião Extraordinária do Bureau Político adoptou e remeteu para a agenda do Comitê Central as propostas de eventuais alianças do partido com outras formações políticas.
O líder do PAIGC abordou as visitas efetuadas à França e Portugal tendo acentuado a forma extraordinária e a qualidade demonstrada pelas respectivas Comissões Politicas na organização destes contactos, facto que faz pesar sobre os ombros da Direcção Nacional uma acrescida responsabilidade, pela manifesta confiança e esperança depositada pela diáspora guineense nos trabalhos que o PAIGC tem desenvolvido.
De seguida, o terceiro Vice-presidente dos libertadores, Califa Seidi fez uma exposição sobre o processo de recenseamento e da recente visita ministerial da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), que deixou bem clara na sua mensagem o desejo de a organização ver a Guiné-Bissau sair definitivamente da actual crise que já dura há mais de três anos a esta parte.
A missão da CEDEAO reiterou o desejo de ver as eleições serem realizadas até antes do fim do ano.
Notabanca; 13.11.2018
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