A Polícia de Moçambique referiu hoje que os agentes
que abriram fogo para dispersar um tumulto, no norte do país, na segunda-feira,
acabando por alvejar mortalmente quatro pessoas, não tinham intenção de atirar
a matar.«Nunca houve intenção de matar», referiu o porta-voz do Comando-Geral da Polícia, Inácio Dina, em conferência de imprensa, em Maputo, sobre o incidente em Mandimba, província de Niassa.
Os polícias tentaram «a todo o custo» travar um ataque da população às instalações do comando distrital, em que algumas pessoas queriam retirar as armas de fogo dos agentes, justificou.
«Este cenário todo acabou por se instalar por desacato às autoridades. Houve um momento de persuasão, houve bastantes disparos para o ar para que os indivíduos recuassem, mesmo assim não quiseram acatar nem uma, nem outra coisa», descreveu Inácio Dina.
«Houve algumas balas perdidas e que acabaram tirando a vida a quatro concidadãos», referiu.
O porta-voz anunciou a deslocação de uma equipa de oficiais seniores do Comando-Geral da Polícia ao local para averiguar a situação, sem fazer referência a quaisquer outras diligências na sequência das mortes.
Segundo a última atualização, além das quatro vítimas mortais, outras sete pessoas ficaram feridas, das quais quatro com gravidade.
Inácio Dina refere que a manifestação foi ilegal e violenta.
«Foi uma manifestação ilegal. Houve um exercício bastante demorado e aturado de persuasão dos manifestantes para que não partissem para a violência em busca da justiça», sublinhou.
A PRM considerou o ato lamentável e apelou ao respeito às autoridades policiais e aos demais órgãos da administração da justiça, pois «são os que garantem a segurança dos cidadãos no seu quotidiano».
O ataque da população aconteceu na sequência da morte de um cambista informal, no domingo, e que motivou os protestos da população contra a polícia, que julgam estar envolvida no crime.
De acordo com a polícia de Mandimba, hoje, a situação já esteve calma e preparava-se um encontro entre as autoridades, líderes comunitários e outras personalidades locais.
Notabanca; 04.10.2017
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