O grupo de mulheres facilitadoras da Guiné-Bissau
afirmou hoje que há condições para ultrapassar o impasse político que o país
vive há dois anos e que as partes devem sentar-se para aplicar o Acordo de
Conacri."Felizmente hoje estamos numa fase em que dizemos que atingimos 90% do nosso trabalho. Hoje há condições, pensamos que o ambiente que conseguimos criar entre as partes permite que se sentem e discutam e implementem o Acordo de Conacri", disse Francisca Vaz.
Francisca Vaz falava aos
jornalistas depois de um encontro com o Presidente guineense, José Mário Vaz,
para entregar um relatório sobre as duas rondas de negociações que o grupo de
mulheres realizou com as partes signatárias do Acordo do Conacri, durante os
últimos dois meses.
"Depois
de dois meses de intensas atividades, o grupo de mulheres facilitadoras vieram
hoje finalmente entregar o relatório dos trabalhos que desenvolvemos. O nosso
objetivo durante dois meses foi abrir o canal de comunicação entre as
instituições e os partidos políticos", disse.
Segundo
Francisca Vaz, o objetivo foi "evitar a violência" e fazer com que as
pessoas "tirassem as suas mágoas, dialogassem para pôr em prática" o
melhor para todos os guineenses.
"Mais
uma vez apelamos a todas as partes para que vejam o interesse de Estado. Cada
um de nós pode ter os nossos interesses, mas o interesse de Estado é superior.
Foi isso que pedimos ao Presidente", disse, salientando que cabe agora a
José Mário Vaz tomar medidas para a saída da crise.
O Acordo de
Conacri, patrocinado pela Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental
(CEDEAO), prevê a formação de um governo consensual integrado por todos os
partidos representados no parlamento e a nomeação de um primeiro-ministro de
consenso e de confiança do chefe de Estado, entre outros pontos.
O atual
Governo da Guiné-Bissau, de iniciativa presidencial?,
não tem o apoio do partido que ganhou as eleições com maioria absoluta e o
impasse político tem levado vários países e instituições internacionais a
apelarem a um consenso para a aplicação do Acordo de Conacri.
Notabanca;
02.08.2017
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