«A manutenção da atual situação política-governativa tem imensos custos económicos e sociais, quer para a presente geração, quer para as vindouras», disse.
Cipriano Cassamá falava na sessão de abertura da conferência ‘Seguimento e Fiscalização dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável e Ajuda Externa - Papel do Parlamento’, organizada no âmbito do Projeto Pro-Palop-Timor-Leste para o reforço das competências técnicas e funcionais das instituições superiores de controlo, financiado pela União Europeia.
«Quando se persiste em sustentar presidencialmente um governo eivado de ilegalidade e de ilegitimidade não se augura desenvolvimento económico e social, nem direitos, liberdades ou garantias fundamentais», salientou Cipriano Cassamá.
Para o presidente do Parlamento, a «relutância do Presidente da República (José Mário Vaz) em cumprir os acordos de Bissau e de Conacri (...) com o único propósito de continuar a beneficiar-se economicamente, bem como a um grupo de políticos, revela quão desnatural é a perceção do compromisso político de muitos políticos e governantes com os cidadãos guineenses em geral, de um lado, e o propósito de perpetuar a crise política e instabilidade política-governativa no país».
A Guiné-Bissau tem vivido uma crise institucional desde as últimas eleições, com um afastamento entre o partido vencedor das legislativas e o Presidente da República, também eleito.
Notabanca; 08.08.2017
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