O Comissário Nacional da Polícia da Ordem Pública da
Guiné-Bissau, Celso de Carvalho esclareceu no sábado em Bissau que uma resposta
suscinta foi dada ao MCCI sobre o pedido da realização da marcha endereçado ao
comissariado da POP.Qualquer pessoa pode assinar com “pelo”, mas acontece que naquela carta não havia assinatura legível de ninguém, mas sim foi uma rubrica apenas. Segundo, sabemos que para pedir as forças de segurança para acompanhar ou cobrir a marcha é obrigatório a assinatura de quatro pessoas, de acordo com a lei. A lei recomenda ainda a constatação do itinerário dos manifestantes (…), já tínhamos dito que o limite da manifestação seria ao lado da sede de Sport Bissau e Benfica, ou seja, no cruzamento da Avenida ‘Osvaldo Vieira e Av. Francisco Mendes, mas eles pediram o espaço frente à UDIB ”, contou.
Celso lembrou ainda aos jornalistas que o movimento foi várias vezes informado que a zona da UDIB não oferece condições de segurança aos manifestantes, porque conforme disse “não se pode realizar uma manifestação a 100 metros de qualquer Embaixada, instalações militares ou instituições da República, mas infelizmente não observaram tudo isto”.
“Respondemos à solicitação da autorização da marcha da parte do movimento através de uma carta na qual mostramos-lhes que voltaram a não respeitar a lei sobre a convocação da marcha. Resolveram solicitar um diálogo e recebemos-lhes numa quinta-feira, conseguimos chegar ao entendimento na presença dos representantes do Gabinete Integrado das Nações Unidas para a Consolidação da Paz na Guiné-Bissau (UNIOGBIS). Durante a reunião mostramos a nossa determinação de não poder atender os seus pedidos e sobretudo da forma como querem, então chegamos ao acordo que o movimento vai fazer uma outra carta e marcando uma outra data para a realização da manifestação, mas preenchendo os requisitos recomendados pela lei”, precisou.
Conforme O Democrata, Celso de Carvalho disse que ontem sexta-feira a tarde, 07 de julho, o seu gabinete recebeu uma carta do movimento na qual reitera a intenção de manifestar de forma pacífica do Aeroporto Internacional até à sede de Benfica.
“Respondemos que não é normal continuar aquele procedimento, uma vez que já se tinha acordado o princípio de uma nova carta para agendar a data da marcha. E disse-lhes para não criarem dificuldades, porque já tínhamos acordado uma coisa que esta semana não seria possível a realização da marcha. Sabemos que a marcha é aproveitada por certas pessoas para criar a perturbação e tomamos as medidas necessárias. Um grupo de oito ou dez pessoas, incluindo Lesmes, foram para a rotunda de Aeroporto para iniciar a marcha. Eles sabem o que conversamos aqui e o acordo chegado, mas se não têm a coordenação o problema é deles”, espelhou.
Notabanca; 09.08.2017
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