O Presidente da Guiné-Bissau, José Mário Vaz, pediu hoje unidade aos
guineenses e admitiu, pela primeira vez, convocar eleições caso não seja
encontrada uma solução para o impasse político em que o país vive."Peço unidade em todas as religiões da nossa terra, unidade entre os titulares dos órgãos de soberania, unidade entre líderes de partidos políticos, entre todas as tribos da Guiné-Bissau", afirmou José Mário Vaz, num discurso proferido num encontro com os líderes muçulmanos, no âmbito do final do Ramadão.
Outro desafio, para o Presidente guineense, é alcançar um entendimento e encontrar uma solução para o Governo.
"Peço entendimento entre os partidos, sobretudo PAIGC, PRS e Grupo dos
15. Se não há entendimento entre eles é impossível o programa do Governo e o
Orçamento Geral de Estado serem aprovados", disse, pedindo o envolvimento
de todos."Se não conseguirmos chegar a uma solução entre nós, eu, como Presidente da República, devolvo o poder ao seu dono e o dono do poder é o povo. Devolvo o poder ao povo da Guiné-Bissau para escolher quem devem escolher", disse.
Na declaração, o Presidente esclareceu também que há dinheiro para convocar eleições antecipadas.
"Há já uma coisa que vos quero garantir. O facto de não irmos a eleições por não haver dinheiro tem de acabar na Guiné-Bissau. A Guiné-Bissau é um país soberano", disse.
José Mário Vaz garantiu também estar determinado a ajudar o país e o povo, mas que o único caminho para a Guiné-Bissau ser respeitada e ganhar a sua soberania é com trabalho, pedindo às pessoas para se empenharem mais nos setores agrícolas e da pesca.
Notabanca; 26.06.2017
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