UNDC ALERTA QUE GUINÉ-BISSAU ESTÁ NO RADAR DE REDES DE CRIMINALIDADE ORGANIZADA TRANSNACIONAL
A Guiné-Bissau continua a ser um ponto de interesse estratégico para
redes de criminalidade organizada transnacional, alertou esta terça-feira, 17
de junho, a representante do Escritório das Nações Unidas sobre Droga e Crime
(UNODC), Ana Cristina Andrade.
O responsável falou na
abertura de uma formação nacional sobre investigação financeira ligada ao
tráfico de drogas, realizada em Bissau. Cristina Andrade sublinhou que os
crimes relacionados com o tráfico de estupefacientes e os fluxos financeiros
ilícitos representam uma ameaça crescente à integridade das instituições e ao
desenvolvimento sustentável do país
“As redes criminosas são
altamente organizadas, dispõem de recursos significativos e operam com elevada
mobilidade”, afirmou, destacando que o combate a essas estruturas exige muito
mais do que as ações de repressão tradicionais.
Segundo um representante
do UNODC, uma das ferramentas mais eficazes para desmantelar essas redes é a
realização de investigações financeiras paralelamente às investigações
criminais. “Identificar os fluxos financeiros e rastrear os ativos de origem
criminosa permite atingir o coração das organizações”, disse.
Em 2024, o UNODC já havia recomendado o reforço da investigação, da prevenção e da cooperação a nível regional e internacional no combate ao narcotráfico e ao branqueamento de capitais.
A formação, que reúne
representantes de instituições públicas e privadas, visa precisamente reforçar
as capacidades nacionais na área da justiça penal e na condução de
investigações financeiras complexas.
Em representação da
ministra da Justiça e dos Direitos Humanos, a diretora-adjunta da Polícia
Judiciária, Cornélia Vieira Té, defendeu que a resposta ao crime organizado
deve ir além da apreensão de drogas ou da detenção de intermediários. “É
fundamental neutralizar o pilar financeiro que sustenta essas redes
criminosas”, afirmou.
A iniciativa faz parte
de um esforço conjunto do UNODC e da União Europeia para fortalecer os
mecanismos nacionais de combate ao tráfico de drogas, ao branqueamento de
capitais e à corrupção.
Notabanca; 17.06.2025


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