67
MALETAS COM CONTEÚDO DESCONHECIDO E PROTEGIDAS POR HOMENS ARMADOS CHEGAM EM BISSAU
E REPÚBLICA DE GABÃO
Sessenta e sete maletas vindas num avião da Libéria recentemente, e que não foram submetidas vistoria pelas autoridades do aeroporto Internacional “Osvaldo Vieira” em Bissau, por causa da presença forte de homens armados, já terão chegado aos próprios destinos.
A descarga das maletas aconteceu a noite no aeroporto de Bissau perante olhares de muita gente apavorada com aquilo que viram e ouviram.
O grupo armado que controlava as referidas maletas não permitiu ninguém aproximasse delas e nem deixou-as passar pelos canais oficiais do aeroporto por causa do conteúdo que transportavam.
Dizem ser, alegadamente, “drogas, armas e munições.”
Após a descarga noturna no aeroporto, as maletas foram
transportadas em quatro viaturas com homens fortemente armados para o Bairro
militar junto a proximidade dos prédios do antigo Presidente Nino Vieira. Daí,
sete maletas foram colocadas numa viatura com vidros escuros e de mediato, transportadas
por um coletivo de escolta bem armado para o centro da cidade e depois seguirem
para uma outra disfarçada caminhada para minar as pistas.
Sabe-se que, a boa parte das maletas foi deslocada para República de Gabão e outros países, onde supostamente, terá um outro destino.
O filme do tráfico rodou em Bissau perante olhares das autoridades do país e de alguns cidadãos comuns. Fato que terá motivado um outro grupo da mesma espécie, mas este com poucos poderes, a fazer o mesmo no alto mar, por constatar que, o grupo do aeroporto teve apoio de alguns nacionais promovendo o tráfico na capital, sem recear pelo perigo ou apreensão, pela polícia.
Os traficantes da via marítima, procederam o reconhecimento da caminhada na zona há vários meses, e tinham armamento bélico da última geração, tais com, lança granada, armas automáticas, pistolas, granadas de “cor lagarto”, minóculos e binóculos de grandes projeções bem como, Snaiper de longo alcance.
Com o Snaiper, o atirador deitava na areia ou posicionava em qualquer sítio com o nível do monóculo da arma acertado para controlar eventuais intervenções de corpos estranhos ou ameaças ao grupo narcótico.
Na mesma dinâmica, nos dias, 8 e 9 deste mês, quando decorriam os preparativos e a manifestação do PAI Terra Ranka, treze caixas de droga, cada contém, um peso bruto de 25 quilogramas, correspondente a 325 quilos de cocaína, dissimuladas como caixas de pescado, foram movimentadas na zona insular do país.
Conforme as fontes confiáveis de Notabanca, a descarga e o transporte da droga bem como de alguns materiais se concretizaram no alto mar, com total proteção dos indivíduos armados.A referida droga é pura e não é da mesma proveniência e nem foi caminhada para o mesmo destino.
Os cartéis de droga aproveitam agora da crise política instalada e intensificam as suas ações de tráfico na Guiné-Bissau, sobretudo, em Bissau e na proximidade do parque de Orango do IBAP, onde decorre, tranquilamente, o negócio entre nacionais em conluio com alguns estrangeiros.
A Polícia Judiciária e Ministério Público têm conhecimento do caso. Mas, suponho que perderam com as pegadas e rastos dos ziguezagues dos traficantes.
Tentamos a três dias contatar o Ministério do Interior para reação sobre os dois casos, mas sem sucesso.
Notabanca sabe ainda que, algumas pessoas foram detidas no âmbito do processo de referidas maletas.
São dois grupos de diferentes naturezas e sensibilidades que ondularam o mar, o ar e a terra com produtos estupefacientes nos últimos dois meses na Guiné-Bissau. Um no aeroporto de Bissau com ramificações junto a fronteira e outro nas ilhas.
Por hora, fala-se da “rede de migração clandestina.” Enquanto, os dois casos de trafico estão sob custodia e proteção do tubarão chefe, remetendo-se num “mucurmucur” (silêncio), restando agora com as movimentações secretas da cartada em todas as direções.
País real.

Sem comentários:
Enviar um comentário