sexta-feira, 24 de fevereiro de 2023

MIGRAÇÃO E FRONTEIRA DETÉM CIDADÃO DA GUINÉ-CONACRI COM NACIONALIDADE FRANCESA ACUSADO DE TRFICO DE SERES HUMANOS

O Governo, através da Direcção-Geral da Migração e Fronteiras, intercetou, esta semana, no aeroporto internacional Osvaldo Vieira, um cidadão da República da Guiné-Conacru , com nacionalidade francesa, na tentativa de levar uma rapariga supostamente de forma clandestina para Europa.

Em conferência de imprensa, hoje, o Diretor-Geral da Migração e Fronteiras, Lino Leal da Silva, diz que nas linguagens da sua instituição o homem em causa estaria a cometer crimes de tráfico de seres humanos e de migração clandestina.

“Foi atropelado um cidadão da Guiné com a nacionalidade francesa, no aeroporto internacional Osvaldo Vieira, que tentava viajar com uma rapariga que supostamente era a sua filha, mas na realidade vimos que não era verdade. A sua própria filha tem a nacionalidade francesa, mas estava a viajar com a rapariga em nome da sua filha. Na nossa linguagem tratamos isso como trafico dos seres humanos e migração clandestina”, explica ainda este responsável questionando ainda do porquê de tomar um visto na Guiné e porque teria que vir via Quebo para embarcar na Guiné-Bissau.

Lino Leal explica ainda que o cidadão em causa será traduzido ainda hoje à Polícia Judiciária para que seja ultimado o trabalho de investigação.

“Estamos intransigentemente na segurança do nosso aeroporto e da nossa fronteira em todos os domínios. O nosso país, o nosso aeroporto e o nosso território não serão jamais usados para fins alheios e para atingir a Europa”, garante.

“Temos ainda a amabilidade de contatar a embaixada de França para pedir a autenticidade destes passaportes e esta manhã nos informaram que realmente é valido, mas que estavam a tentar levar uma pessoa que não é detentora de um dos passaportes”, avança.

Em relação à nova gama de passaporte que começou a circular no país desde janeiro último, o responsável máximo da Direcção-Geral da Migração e Fronteiras assegurou que este tem 80% de segurança, ou seja, é comparado com os passaportes francês, americano e brasileiro, e “por isso não vamos dar a ninguém este passaporte para que faça outros usos em nome da Guiné-Bissau”.

“O que é da Guiné-Bissau deve ficar para os seus filhos”.

No decorrer da conferência de imprensa, o responsável exibiu um monte de documentos obtidos de forma ilegal intercetados na tentativa da obtenção do passaporte guineense.

Notabanca; 24.02.2023

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