DIRIGENTES SINDICAIS DA CMB DETIDOS AMANDO DO PRESIDENTE DA CÂMARA
O Presidente da Comissão Negocial do Sindicato dos Trabalhadores da Camara Municipal de Bissau (CMB) denunciou hoje a detenção dos dirigentes sindicais e a suspensão de um responsavél de um dos mercados, por suas adesões à greve observada naquela instituição.Bba Vieira falava numa conferência de imprensa conjunta semanal dos sindicatos filiados na União Nacional dos Trabalhadores da Guiné (UNTG),disse que os referidos sindicalistas foram detidos a mando do presidente da CMB, Luís Ntchama.
“Graças aos bons oficios de certos cidadãos, suspendemos a paralização de três dias iniciadas na semana passada sem contudo rubricar um acordo com o patronato”, informou, frisando que caso não cheguem a um entendimento vão voltar a greve por tempo indeterminado.
Vieira disse estranhar o facto de pessoas como o presidente da CMB ter tomado essa decisão, porque num passado recente defendia a mesma causa, que os trabalhadores agora reivindicam.
“Isso mostra que não estão preparados para desempenhar as funções que ocupam e não são democratas”, disse acrescentando que graças a negociações propostas por pessoas de “boa vontade” ,decidiram não avançar com a segunda vaga de greve, que devria inciar esta terça-feira.
Fazendo o balanço da Greve, Baba Vieira disse que a paralisação de três dias foi posítiva uma vez que conseguiram, através de pressões, recuperar cerca de 120 milhões de francos CFA, pré-distinados ao pagamento de dívidas ao Instituto da Segurança Social, um dos pontos inscritos no Caderno Reivindicativo.
“Se não tivessemos decretado a greve o dinheiro em causa podia ter outro destino”, admitiu.
O sindicalista disse que a intimidação contra os trabalhadores intensificou-se por parte da direcção da CMB, mas que,contudo não vão temer nada uma vez que “a causa é justa”.
Segundo Baba Vieira, os trabalhadores da CMB reivindicam o pagamento dos atrasados saláriais , concessão de lotes de terrenos e pagamentos da Segurança Social em favor dos funcionários da instituição.
Notabanca; 29.09.2021
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