FUNCIONÁRIO DA EMBAIXADA DE PORTUGAL EM BISSAU CONDENADO A SEIS ANOS DE PRISÃO POR EMITIR VISTOS FALSOS
Um funcionário da embaixada de Portugal em Bissau foi condenado a seis anos de prisão por corrupção, falsificação de documentos e falsidade informática. A informação é do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras de Portugal (SEF).O esquema foi descoberto no final de 2020 e servia para autorizar cidadãos da Guiné-Bissau a entrarem na Europa de forma fraudulenta.
Segundo investigação da SEF, o funcionário consular, de 41 anos, simulava a emissão de vinhetas de vistos a cidadãos guineenses.
O homem anulava as vinhetas dentro do sistema eletrónico e isso lhe permitia vendê-las posteriormente por elevadas quantias. As vinhetas de visto eram preenchidas de forma fraudulenta e colocadas em passaportes, autorizando os seus titulares a entrar na Europa.
A investigação realizada pelo SEF teve origem numa informação das autoridades alemãs, relativa a sete cidadãos iranianos detetados no aeroporto de Frankfurt usando alguns desses vistos nos passaportes, com os quais pretendiam entrar no espaço Schengen. Um destes vistos, localizado num passaporte indiano, foi também detetado no aeroporto de Barcelona.
O funcionário consular foi, agora, condenado a seis anos de prisão pela prática de crime de falsidade informática e cinco crimes de corrupção passiva (um deles agravado).
O SEF também informou a condenação de um agente de futebol, de 57 anos, a dois anos de "prisão suspensa" mediante o pagamento de quantia monetária definida pelo Tribunal a uma instituição de solidariedade social, pela prática de um crime de corrupção ativa agravado.
O agente corrompeu o funcionário consular, logrando assim obter vistos para jogadores de futebol que entraram em Portugal para jogar num clube da 1ª Liga.
Notabanca; 02.06.2021
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