UNIÃO PARA MUDANÇA QUESTIONA RAZÃO DA VISITA DO MARCELO E ADMITE QUE TALVEZ O TEMPO DARÁ RESPOSTAS
O presidente do partido União para a Mudança (UM), Agnelo Regalla, questionou esta segunda-feira as verdadeiras razões da visita do Presidente de Portugal, Marcelo Rebelo de Sousa, ao país e afirmou que talvez o tempo dará as respostas.Em entrevista à lusa, Agnelo Regalla explicou que o seu partido não tomará parte na sessão parlamentar especial convocada para amanhã em honra a Marcelo Rebelo de Sousa.
Para o deputado da UM, a visita do chefe de estado português, que também é constitucionalista, o que é um elemento importante, segundo Regalla, não é oportuna.
O político guineense disse ainda que a presença do professor surgiu aos olhos dos guineenses e do seu partido como uma tentativa de legitimação de um Presidente da República que eles reconhecem como eleito, mas que não aceitou os ditames da Constituição da República e ser empossado como Presidente da República perante a Assembleia Nacional Popular.
A RTB sabe que a maioria de partidos do chamado espaço de concertação política, liderado pelo PAIGC, também não marcarão presença na sessão.
O líder da UM sustentou que Umaro Sissoco Embaló é um Presidente que não é legítimo de acordo com a Constituição da Guiné-Bissau.
Por fim, Agnelo Regalla, ainda que o seu partido privilegia as relações com Portugal, país com o qual a Guiné-Bissau tem laços históricos e culturais extremamente profundos que devem ser explorados, mas sempre no respeito pelas entidades oficiais legítimas.
Depois de uma passagem pelo Cabo Verde, Marcelo Rebelo de Sousa chegou esta tarde à Guiné-Bissau e regressa amanhã, efetuando uma visita oficial à Guiné-Bissau, a convite do seu homólogo guineense, Umaro Sissoco Embaló.
Agnelo Regalla foi antigo ministro em vários governos da Guiné-Bissau e atualmente único deputado da UM.
Notabvanca; 18.05.2021

Sem comentários:
Enviar um comentário