SINDICATO DE JORNALISTA CONSIDERA DE “INFELIZ” DECLARAÇÕES DO PRESIDENTE GUINEENSE
O Sindicato
dos Jornalistas e Técnicos de Comunicação Social da Guiné-Bissau, na
veste do representante legítimo da classe profissional do jornalismo com
plenos direitos civis e jurídico, convocou esta conferencia para
reafirmar a sua intransigente luta em prol de promoção da liberdade de
imprensa e de expressão na Guiné-Bissau.
Com
o efeito, condenar com veemência quaisquer exercícios políticos e
sociais que contrariam tais valores democráticos, independentemente da
sua proveniência.
Outrossim,
SINJOTECS lamenta profundamente a infeliz declaração do Senhor
Presidente da República Umaro Sissoco Embaló, na sessão de balanço do
seu primeiro ano de mandato, visando mais uma vez humilhar, humildes
jornalistas e célebres profissionais que conduziram debate nas últimas
eleições presidenciais entre os dois candidatos a segunda volta.
Lamentamos
o facto de o Senhor Presidente da República não seja capaz de digerir
satisfatoriamente o processo pós-eleitoral, atribuindo sistematicamente
culpa aos jornalistas moderadores do debate de segunda volta das
eleições presidenciais.
SINJOTECS
reconhece que nem tudo é mar de rosa, quando se reflete sobre o
exercício jornalístico da Guiné-Bissau, admitimos que pecamos pela
vontade de fazer cada vez mais e melhor o nosso trabalho em defesa do
interesse público.
Discordamos
que os jornalistas são responsáveis de tudo isto, apesar de todas as
adversidades os jornalistas sempre estiveram na linha de frente para
fazer face aos desafios nacionais.
SI
NJOTECS, pugna-se pela defesa de todos os profissionais da comunicação
social guineense, esta é a nossa missão, por isso não pouparemos
esforços em lavrar instrumentos jurídicos e pedagógicos para melhorar
status quo vigente.
De
igual modo essa direção trabalhou e mobilizou sempre que possível,
recursos para formação e capacitação dos seus associados, tendo como a
meta fomentar a qualidade profissional.
Considerando
o exposto, a Direção de SINJOTECS imbuída como de sempre do espírito
pedagógico e conciliador exortar ao Senhor Presidente da República Umaro
Sissoco Embaló o seguinte:
1.
O máximo respeito e consideração para com os jornalistas, em especial a
Fátima Tchumá Caramá e que deixe em paz o João Umpa Mendes.
2.
Esclarecer ao Senhor Presidente da República que o seu papel é de
garantir a unidade nacional, não dividir a classe jornalística para
reinar.
3.
Esclarecer ao Senhor Presidente da República Umaro Sissoco Embaló que o
essencial para a Guiné-Bissau é de promover a reconciliação e concórdia
nacional.
4. Relembrar ao Senhor Presidente da República Umaro Sissoco Embaló que os jornalistas não são seus adversários políticos.
5.
Alertar ao Senhor Presidente da República Umaro Sissoco Embaló que a
Guiné-Bissau é um país democrático, cuja liberdade de imprensa e de
expressão constituem pilares essenciais.
6.
Alertar ao Senhor Presidente da República Umaro Sissoco Embaló que só é
Presidente da República porque assim impõe a democracia, pelo que é
obrigado a respeitar os valores imanados pela democracia.
7.
Alertar aos profissionais de comunicação social da Guiné-Bissau, que o
memento mais que nunca exige a comunhão para fazer face aos desafios que
a natureza sociopolítica nos impõe.
8.
Instar aos Senhor Presidente da República a promulgação da Lei de
Carteira Profissional dos Jornalistas, assim daria um valioso contributo
na organização da classe.
9.
Alertar ao Senhor Presidente da República que não é a sua missão
atribuir ou retirar licenças de funcionamento dos Órgãos de Comunicação
Social, mas sim ajudar a promoção do livre exercício jornalístico no
país, como rege os princípios de Estado de Direito e Democrático.
10.
SI NJOTECS, manifesta a vontade de cooperar com as autoridades
nacionais na procura de melhores soluções para os desafios nacionais.
CC, Federação Internacional Jornalistas FIJ
CC, Federação Africana dos Jornalistas FAJ
CC, Fórum dos Jornalistas de Língua Port.
CC, Repórter Sem Fronteiras
CC, Fundação para Promoção da Liberdade de Imprensa e Expressão África Ocidental MFWA
Bissau, 02 de marco de 21
Jornalista, Indira Correia Baldé
PresidentgdeSlNJOTECS
A Presidente do Sindicato dos Jornalistas e Técnicos da Comunicação
Social (Sinjotecs) disse hoje que lamenta, profundamente, e que
qualifica de ”infeliz” as criticas do Presidente da República em relação
a atuação de alguns profissionais da classe.
O
Presidente da República, ao fazer o balanço de um ano de mandato, no
passado dia 26 de Fevereiro criticou que alguns jornalistas são
amadores, e andam a fazer “claques” nas rádios no lugar de se pautarem
por um profissionalismo à exigência das necessidades do pais.
Sem
citar nomes, Umaro Sissoco Embaló questionou as competências e
experiências dos jornalistas que animaram o debate entre ele e o seu
rival Domingos Simões Pereira, nas presidenciais do ano passado.
Indira
Correia Baldé que falava hoje numa conferência de imprensa em reação as
críticas do Presidente da República, considerou que as declarações de
Sissoco Embaló só visam humilhar os jornalistas que conduziram o debate
dos candidatos à segunda volta das presidenciais de Dezembro de 2019.
Reafirmou
que será intransigente na luta do Sinjotecs em prol da promoção da
liberdade de imprensa e de expressão na Guiné-Bissau, frisando que
lamenta o facto de o Presidente da República não ser capaz de degerir
satisfatóriamente, o processo pós-eleitoral, atribuindo sempre culpa aos
jornalistas moderadores do debate da segunda volta das eleições
presidenciais .
“Contudo,
o Sinjotecs reconhece que nem tudo é mar de rosa no exercício da função
dos jornalistas guineenses. Admitimos que pecamos pela vontade de fazer
cada vez mais e melhor o nosso trabalho, em defesa do interesse público
e descordamos que os jornalistas são os responsáveis de tudo isto”,
disse.
Correia
Baldé afirmou que, apesar de todas as adversidades, os jornalistas
sempre estiveram na linha de frente para fazer face aos desafios
nacionais, por isso, não pouparão esforços em lavrar instrumentos
jurídicos e pedagógicos para melhorar as prestações dos profissionais de
comunicação social.
Considerou
que a direcção do Sinjotecs imbuída, como sempre, do espirito
pedagógico e conciliador, exorta o Presidente da República a ter o
máximo respeito e consideração para com os jornalistas, em especial a
Fátima Tchumá Camará e que deixe em paz o João Umpa Mendes.
Disse que, o papel do chefe de Estado é de garantir a unidade nacional e não dividir a classe jornalística para reinar.
“Vamos
alertar o Presidente da República que a Guiné-Bissau é um país
democrático, cuja liberdade de imprensa e de expressão constituem
pilares essenciais. Alertar aos profissionais da comunicação social do
país que o momento, mais do que nunca, exige a comunhão para fazer face
aos desafios que a natureza sociopolítica nos impõe, e instar ao Chefe
de Estado a promulgação da lei da Carteira Profissional dos Jornalistas,
para assim dar um valioso contributo à organização da classe”, referiu
Correia Baldé.
O
Sinjotecs ainda diz ao Umaro Sissoco Embaló que o seu papel não é de
atribuir ou retirar licenças de funcionamento dos órgãos de comunicação
social, mas sim ajudar a promoção do livre exercício jornalístico no
país, como rege os princípios do Estado de Direito Democrático.
Falando
do balanço do primeiro ano de mandato do chefe de Estado, em que
participaram só órgãos públicos, e um privado, ( Rádio África FM) Indira
Correia Baldé disse que essa oportunidade devia ser aberta à todos os
órgãos da comunicação social, sem exceção, e que, por assim não
acontecer, si
gnignifica que “a liberdade de expressão e de imprensa está limitada na Guiné-Bissau” .
“E
é uma situação que todos nós devemos ter em conta e lutar para que não
volte a acontecer e se acontecer saber como reagir”, afirmou.
Aquela
responsável acrescentou que o sucedido é um sinal de que a liberdade de
imprensa e o livre exercício do jornalismo estão ameaçados, e diz que
essa decisão não ajuda ao Presidente da República nem à sua presidência.
Notabanca, 03.03.2021


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