PAIGC EXIGE AO GOVERNO SOBRE PAGAMENTO DE MAIS DE TRÊS MIL MILHÕES DE FCFA A FAVOR DO GRUPO-MALAIKA
PAIGC, exigiu hoje ao Governo esclarecimentos sobre a decisão de liquidar 3.184.842.278 FCA (três mil milhões, cento e oitenta e quatro milhões , oitocentos e quarenta e dois mil e duzentos e setenta e oito francos cfa) liquidado ao favor do Grupo-Malaika, propriedade do Coordenador do MADEM-G15, Braima Camará.A exigência foi feita numa conferência de imprensa por um dos advogados do PAIGC, Suleimane Camará.
Segundo Camará, foi igualmente desembolsado a favor da empresa Geta-Bissau, pertencente ao ministro Vitor Mandinga ”Nado”, o montante de 275.655.285,00 fcfa referente ao pagamento de um serviço entretanto não especificado.
Quando ao montante já liquidado pelos serviços de contabilidade pública do Ministério das Finanças, a favor do Grupo Malaika, o advogado do PAIGC disse que apenas foram pagos um total de 500.000.000,00 fcfa.
De acordo com Suleimane Camará, os documentos que denunciam os pagamentos dos montantes referidos não indicam os motivos de pagamento, apenas, diz Camará, referem “aquisição e construções”.
“Este facto demostra a ilegalidade do pagamento e dificuldades em justificar despesas manifesta e escandalosamente astronómicas e enunciativos de prática de crime contra o público”, disse o Advogado.
Para o PAIGC, os respectivos pagamentos fazem parte de um conjunto de expedientes que reflectem troca de favores entre um grupo de políticos que mantêm sequestrado o país e o povo guineense, roubando e delapidando os cofres do Tesouro Público.
Por sua vez, o Membro do Comité Central de PAIGC, Muniro Conté acrescentou que foi pago num passado recente ao Ex-Presidente da República, José Mário Vaz o montante de 600.000.000,00 FCA (seiscentos milhões de fcfa), segundo Conté “para o premiar pela prática de actos de corrupção em que se envolveu, prejudicando o povo”.
Muniro Conté pede ao Procurador-geral da República a abertura de um inquérito para investigação das denúncias do PAIGC, e adianta que o colectivo de advogados do partido vai avançar com uma queixa junto ao Supremo Tribunal de Justiça.
Acrescentou que o PAIGC não tomou parte no processo de aprovação do Orçamento Geral do Estado/2021, porque sabia que era um orçamento que iria roubar o povo e favorecer os titulares de órgãos da soberania.
“O actual governo não
despõe de um projecto e muito menos de uma visão para desenvolver a
Guiné-Bissau. Nesta situação de falta de visão, surpreende
até mesmo àqueles que ainda o apoiam, no que tem a ver com a nomeação de dois
cidadãos de nacionalidade senegalesa, para controlar os pagamentos das receitas
nos nossos dois mais importantes postos aduaneiros da nossa fronteira
terrestre, os de Gabu e São Domingos”,
disse Conté.
Notabanca; 37.01.2021

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