O Secretário-geral da União Nacional dos Trabalhadores
da Guiné (UNTG), Júlio Mendonça acusou hoje, alguns políticos de banalizarem o
aparelho de Estado.Mendonça que se referia a decisão de pagamento presencial de trabalhadores irregulares que ocorre no Ministério das Finanças sustenta que cada um que tiver a oportunidade de ocupar um cargo público coloca a sua família, pagando-lhe de forma ilícita.
Disse que
sempre denunciaram que a massa salarial que afirmam que o Estado gasta por mês
é uma farsa, sublinhando que “esse comportamento irregular e irresponsabilidade
dos governantes” fez com que os
funcionários não possam ser dignificados.
Júlio Mendonça afirmou que na folha de pagamento tipo
A4, foi detetada nas finanças uma lista com mais de 500 pessoas pagas sem conhecimento
da Função Pública.
Declarou que a melhor forma para resolver este
problema é fazer pagamento presencial porque permite saber quem ganha o
dinheiro desnecessariamente à custa do Estado.
Disse esperar que a medida tenha impato na vida das pessoas que trabalham
legalmente e que o Ministério Público
faça o seu trabalho.
“Isso é crime, mas tem pessoas que ajudam esses
funcionários a ganhar nessa situação, e essas pessoas devem ser
responsabilizadas criminalmente. Vamos esperar o papel do Ministério Público e
qual vai ser o trabalho que esta instituição de justiça vai fazer, porque
isso é crime”, disse.
“Quem tem aptidão para o negócio deve arranjar um
espaço no Mercado de Bandim para vender o que quer”, disse Júlio Mendonça
em entrevista à ANG.
Aquele líder sindical disse que nenhum Estado
pode andar sem a justiça, referindo que foram denunciados crimes de corrupção
várias vezes e outros acusados mas que os respectivos processos foram
guardados na vara crime e não foram julgados.
“Se as pessoas querem ter salários como os de outros
países devem fazer justiça como noutros países. Os magistrados têm que compreender
que quanto mais fizeram a justiça de maneira correta mais contribuem para as
suas reformas e um futuro melhor para os seus filhos”, referiu
Notabanca; 18.06.2020
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