O presidente do Instituto Nacional de Saúde (INASA), Dionísio Cumba, confirmou hoje, a primeira morte, por Covid-19, registada no país por falta de oxigénio. Segundo as autoridades sanitárias, trata-se de uma jovem de 22 anos que se encontrava internada no hospital de Comura, arredores de Bissau. O número de infetados pela doença provocada pelo novo Coronavírus subiu para 1460 na Guiné-Bissau.
Dionísio
Cumba informou, durante a apresentação do boletim bissemanal, que de 08 a 11
deste mês foram analisadas 107 novas amostras no laboratório da Universidade
Jean Piaget, das quais 71 resultaram positivo, sendo 59 do sexo masculino e 12
do sexo feminino, 34 amostras deram negativo e 02 inconclusivas. Quanto a
óbitos, o país registou, nas últimas 96 horas, três novos óbitos, elevando para
15 e mantêm-se os 153 casos recuperados.
O cirurgião
guineense revelou que o setor de Bissorã, região de Oio, registou o primeiro
caso positivo e a pessoa infetada está hospitalizada no Hospital Nacional Simão
Mendes, enquanto as autoridades sanitárias investigam a cadeia de transmissão
para travar a contaminação, tendo em conta que a vítima trabalha com
comunidades locais.
O Setor
Autónomo de Bissau (SAB) lidera a lista de zonas mais afetadas com 1074 casos e
147 considerados recuperados. A região de Biombo segue na segunda posição com
52 casos, mas sem nenhum caso recuperado.
Na região de
Cacheu o número subiu de 22 para 24 casos e seis recuperados. A região de
Bafatá tinha um registo de 08 infetados, mas as autoridades sanitárias
retiraram do seu registo dois casos transferidos na estatísticas de Cacheu
(Pelundo), a origem das pessoas infetadas e nenhum caso recuperado. Gabú
continua com os 02 casos confirmados e não tem nenhum registo de recuperados. A
região de Oio, registou o seu primeiro caso da Covid-19.
O também
coordenador do Centro de Operações de Emergências em Saúde (COES) explicou que
serão encaminhados para o Hospital Pediátrico de Bôr todos os doentes de
Covid-19 que necessitem de oxigénio, porque “este possui uma fábrica de
oxigénio”, lembrando que a falta de oxigénio continua a preocupar a sua
instituição.
Notabanca; 12.06.2020


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